Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Palmeiras e São Paulo jogam para não deixar o Corinthians disparar

Diferença do líder para os rivais é de 12 pontos

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2015 | 07h00

A tabela desta 22ª rodada do Campeonato Brasileiro aponta que o São Paulo enfrenta o Joinville, em Santa Catarina, e que o Palmeiras vai até Goiânia pegar o Goiás. Na prática, os dois paulistas pensam no mesmo rival: o Corinthians. Palmeiras e São Paulo jogam com um olho em seus próprios jogos e o outro no líder, que enfrenta o Fluminense, em casa. A ideia é vencer para evitar que o arquirrival amplie a diferença que já é de 12 pontos (46 a 34). 

Embora estejam empatados, o Palmeiras leva vantagem nos critérios de desempate e sustenta a última vaga do G-4. Seu objetivo hoje é consolidar essa posição e interromper a alternância de vitórias e derrotas das últimas partidas. Como o próximo rival é exatamente o Corinthians, domingo, no Allianz Parque, o técnico Marcelo Oliveira decidiu poupar algumas peças. Zé Roberto e Arouca ficaram em São Paulo e devem ser utilizados apenas no domingo. “O ideal é conquistar duas vitórias. Isso vai ser muito importante para ganhar confiança”, afirmou Gabriel Jesus. 

O treinador está satisfeito com a produção ofensiva, especialmente a boa fase do próprio Gabriel Jesus, autor de quatro gols nos últimos dois jogos. Tem uma pequena dúvida para definir o centroavante (Barrios, Alecsandro ou Cristaldo, recuperado de lesão), mas tende a manter o primeiro como homem de área. 

O problema é a defesa, pois foram 15 gols sofridos nos últimos nove jogos. Ele acha que a equipe se sente confortável quando está à frente no placar e se desconcentra. Aí, surgem os erros, como aqueles que permitiram o empate do Joinville, no domingo. Com pouco tempo para treinar, o jeito é a conversa. 

“O Marcelo está conversando bastante. No treinamento, na concentração. Não tem tempo para treinar isso”, disse o atacante Rafael Marques. 

No caso do São Paulo, o técnico Juan Carlos Osorio afirmou que a partida de hoje ajuda a definir os objetivos da equipe: correr atrás do título, tentando tirar a diferença para o Corinthians, ou se contentar com uma vaga G-4. Depois da turbulência vivida com três derrotas seguidas (Goiás, Flamengo e Ceará), a equipe tem a reverter o viés e tentar a terceira vitória consecutiva. 

O São Paulo terá de definir sua vida com uma defesa remendada. Rogério Ceni, Luiz Eduardo, Lucão e Breno estão machucados; Hudson cumpre suspensão e Rodrigo Caio está com a seleção olímpica. A saída deve ser apostar em uma zaga com Edson Silva e o jovem Lyanco, de 18 anos. Outra saída é improvisar o lateral Matheus Reis ou o volante João Schmidt.

Para compensar a falta de entrosamento na defesa, Osorio vai apostar novamente na ofensividade. Pato será a referência na área (Luis Fabiano só voltará em duas semanas) com o auxílio de Centurión (ou Wilder). Ganso e Michel Bastos terão a chance de mostrar que a boa atuação na vitória contra a Ponte Preta não foi um ponto fora da curva. 

Depois de nove meses se recuperando de uma cirurgia no joelho direito, Daniel “Messi” foi apresentado, relacionado para o jogo e poderá fazer sua estreia. “Eu me sinto à vontade jogando como meia armador, mas gosto de jogar pelas beiradas também”, disse o jogador de 21 que atuou pela última vez em setembro de 2014, quando ainda estava no Botafogo. 

O atacante Rogério, ex-Vitória, vem treinando bem, mas ainda não está com a documentação regularizada. Deve estrear sábado, contra o Inter. 

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