Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Palmeiras e São Paulo possuem estilos de jogo semelhantes para o clássico

Confronto deve ter diversas disputas individuais

Ciro Campos e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2016 | 07h00

Se os técnicos de São Paulo e Palmeiras não resolverem levar a campo grandes novidades táticas, é provável que tenhamos diversos confrontos diretos durante a partida de hoje, no Morumbi, já que as duas equipes possuem estilos de jogo semelhantes, embora com algumas funções táticas diferentes. 

Bauza e Cuca gostam de uma formação que intercala entre o 4-5-1 e o 4-3-3. Isso porque, dois jogadores que seriam meias, na verdade são atacantes. No lado tricolor, os dois “falsos meias” são Centurión e Kelvin, enquanto no lado alviverde a missão cabe a Róger Guedes e Dudu.

O quarteto auxilia na criação das jogadas, mas também na finalização. Dentro da área, Alan Kardec e Gabriel Jesus são as referências e é aí que os clubes possuem uma pequena diferença tática.

Alan Kardec fica mais fixo dentro da área enquanto Gabriel Jesus se movimenta para abrir espaço aos seus companheiros e, claro, achar um caminho para chegar ao gol de Dênis.

Na criação, Ganso e Moisés travarão um confronto de dois meias que são um pouco lentos, mas compensam isso com muita técnica e também auxiliam na marcação, principalmente o palmeirense. 

Os “carregadores de piano”, aqueles responsáveis pela marcação implacável serão Thiago Mendes e Thiago Santos. Os xarás terão a ajuda de Wesley e Tchê Tchê na missão de auxiliar na proteção da defesa, mas também dar início as jogadas de ataque, muitas vezes desarmando os adversários. Outra diferença é na troca de posição.

Algo que tem feito a diferença no Palmeiras são as constantes mudanças de posicionamento entre Tchê Tchê e Jean, que intercalam como volantes e lateral-direito. 

No São Paulo, Wesley, que também se destaca pela versatilidade, ganha liberdade em determinados momentos para subir ao ataque e muitas vezes avança até mais do que Ganso. 

Quanto ao setor defensivo, a tática espelhada é ainda maior. Maicon e Vitor Hugo são bons no jogo aéreo, enquanto Lugano e Thiago Martins se destacam pela força.

 

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