Palmeiras e São Paulo: sem guerra pela vaga na final

Clássico teve de tudo durante a semana, mas técnicos e jogadores esperam por jogo tranqüilo neste domingo

Daniel Akstein Batista e Martín Fernandez, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2008 | 21h04

O Estádio Palestra Itália será palco, às 16 horas, do jogo mais tenso do ano, dentro e fora do campo. Mais do que uma vaga na decisão do Campeonato Paulista, Palmeiras e São Paulo jogam para evitar as tensões, preocupações e desconfianças que sempre aparecem após uma derrota num clássico. Como venceu o primeiro jogo (2 a 1) na semana passada, o São Paulo joga por um empate.Veja também: Os duelos entre São Paulo e Palmeiras em mata-matas Marcos desdenha de clima de segredo em treino do Palmeiras Carlos Alberto vai ao CCT do São Paulo 'desejar sorte' Ponte Preta vence o Guará e vai à final do Paulistão Vote: quem disputará a final do Paulistão?  Serviço: para quem vai ao clássico no Palestra Fique atento: entorno do Palestra poderá ter bloqueios  Bate-Pronto: Que o clássico fique apenas no futebolA partida deste domingo já gerou polêmicas na hora em que foi definido o confronto da semifinal. Afinal, o Palmeiras bateu o pé e conseguiu fazer com que o jogo fosse realizado no seu estádio, apesar da negativa do Ministério Público. Além do MP, centenas de policiais estarão no Palestra para garantir a segurança dos 27.650 torcedores que compraram os ingressos.No meio da semana, os clubes têm partidas decisivas por outras competições: os tricolores enfrentam o Atlético Nacional, de Medellín, pela Copa Libertadores, e os palmeirenses recebem o Sport, pela Copa do Brasil.A rivalidade entre São Paulo e Palmeiras reacendeu um campeonato que, na teoria, não era a prioridade para nenhum dos dois. No clube do Morumbi, todos menos o técnico Muricy Ramalho tratam a Libertadores como uma obsessão. Ou tratavam, até que o rival atravessou o caminho no Estadual. A situação mudou a ponto de fazer o clube reintegrar o volante Fábio Santos, afastado por ter abusado da indisciplina e abandonado a concentração.No Palmeiras, o embate contra o São Paulo é o primeiro teste real para um clube que começou a se reerguer neste ano, com a ajuda de uma parceria milionária, a contratação de Vanderlei Luxemburgo e vários reforços cobiçados.O técnico costuma dizer que "este grupo ainda vai ser campeão", não necessariamente na atual competição. Mas o encontro com o rival na semifinal apressa a necessidade. Treino secreto, "lei da mordaça" para jogadores polêmicos ou ex-atletas do rival - tudo isso mostra a preocupação do Palmeiras com o embate.A semana que antecedeu o clássico também foi marcada por tensões, troca de farpas e acusações de parte a parte. A escalação do juiz, o número de ingressos distribuídos para cada lado e os erros de arbitragem do primeiro jogo foram motivos de briga para cartolas dos dois clubes. PALMEIRASMarcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro, Martinez, Léo Lima, Diego Souza e Valdivia; Kléber e Alex Mineiro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo SÃO PAULORogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda; Joílson, Fábio Santos, Hernanes, Jorge Wagner e Júnior (Hugo); Borges e Adriano.Técnico: Muricy RamalhoÁrbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP).Estádio: Palestra Itália, em São Paulo (SP)Horário: 16 horasRádio: Eldorado/ESPN - AM 700 khzTV: Band, Globo, SporTV e Pay-per-view"Tudo isso só aconteceu porque o Palmeiras está tratando este como o jogo mais importante da vida deles", provoca o superintendente são-paulino Marco Aurélio Cunha. "O Paulista é um campeonato charmoso, importante, mas se perdermos não será o fim do mundo".Em termos. No ano passado, o São Paulo caiu nesta mesma fase, ante o São Caetano, e dias depois foi varrido da Libertadores pelo Grêmio. Instalou-se um princípio de crise, o presidente Juvenal Juvêncio meteu todos os dedos na escalação e o time e se arrumou para vencer o Campeonato Brasileiro. Talvez por isso, Muricy Ramalho não admita que se fale em Libertadores. "Temos que jogar contra o Palmeiras antes, e é só disso que eu falo".Não faltaram acusações também entre os jogadores. André Dias cutucou: "Os jogadores do Palmeiras se jogam demais, às vezes enfeitam a jogada", disse, sobre os quatro pênaltis assinalados a favor do rival nos dois encontros entre os times.Os atletas palmeirenses fugiram da polêmica durante toda a semana. Os dirigentes, não. "Agora vamos ter de passar por cima de tudo e de todos", chegou a dizer Toninho Cecílio, ainda revoltado com a arbitragem da semana passada. 

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