Palmeiras e Vitória ficam no empate: 2 a 2

O Palmeiras continua sem vencer em sua volta à elite do futebol brasileiro. O técnico Jair Picerni definiu o duelo contra o Vitória, nesta quinta-feira à noite, no Palestra Itália, como o jogo da reabilitação. Exigiu coragem, mas escalou três volantes. Queria criatividade e deixou o meia Pedrinho sozinho na armação das jogadas. Pediu um time equilibrado. A equipe atuou dividida em dois blocos, um de marcação e outro ofensivo, bem distantes. A falta de ousadia ocasionou um empate, por 2 a 2 diante dos baianos. A recuperação, agora, terá de sair no clássico diante do Corinthians, domingo. Apesar do excesso de precaução, os paulistas poderiam sair com a vitória, não fosse a péssima arbitragem de Heber Roberto Lopes. Os palmeirenses contestaram a marcação do pênalti do primeiro gol baiano e da falta do segundo. Ainda reclamaram de dois pênaltis, um duvidoso em cima de Muñoz e outro claro, em Lúcio. Arbitragem à parte, o futebol do Palmeiras ainda é carente. Mesmo atuando em casa, suas melhores oportunidades saíram em contra-ataques. O Vitória, embalado pela goleada por 6 a 1 sobre o Paraná, foi quem tomou a iniciativa e partiu para cima do rival. Abriu o marcador logo aos 9 minutos. Sérgio fez pênalti discutível em Obina. Edilson cobrou: 1 a 0. A pegada do time paulista não funcionava. As jogadas individuais, sim. Vágner Love, aos 16, após passar com facilidade pelo zagueiro e chutar forte, e Pedrinho, de cabeça, aos 18, definiram a virada. Hora de deslanchar? Nada disso. O time continuou dando espaços e criando pouco. Sufoco e grandes defesas de Sérgio. Apesar da vantagem, muitas reclamações no intervalo. ?Temos de errar menos e marcar mais?, disse Vágner. ?Deixamos de marcar no meio e fomos pressionados?, endossou Sérgio. ?O Vágner ou o Muñoz têm de se sacrificar?, concluiu Pedrinho. A segunda etapa começou idêntica à primeira. Sete minutos e o empate. Pedro, em cobrança de falta também contestada, contou com falha de Sérgio. O Palmeiras só melhorou um pouco com a entrada do meia Diego Souza. O jogo ficou aberto e as chances surgiram, de ambos os lados. Muñoz acertou a trave. Pedrinho e Correia quase marcaram. O Vitória, com Magnum e Obina, assustou. O equilíbrio avançou até o fim, quando Lúcio foi derrubado, dentro da área. O juiz se omitiu. Dividiu a ira da torcida com Picerni. Heber saiu vaiado e Picerni chamado de burro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.