Palmeiras em alerta contra o Gama

Para a torcida do Palmeiras, que vibra com a liderança da Série B do Brasileiro, uma vitória sobre o Gama, neste sábado, às 16 horas, no Palestra Itália, não passa de obrigação. Afinal, como temer um time que está na penúltima colocação do campeonato, luta para fugir do rebaixamento para a terceira divisão e tem um saldo negativo de 11 gols? Mas para os jogadores, a história não é bem assim. Com medo dos efeitos negativos de um mau resultado, eles se referem à equipe do Distrito Federal como um adversário do mesmo nível."Esse é um jogo traiçoeiro, por isso não podemos relaxar. Tropeçar em casa seria muito ruim. Muita gente acha que por estarmos 23 pontos à frente vamos vencer do jeito que quisermos. Mas na Série B o equilíbrio é evidente", afirmou o volante Magrão, que volta ao time após ter ficado de fora do jogo contra o Marília devido a uma contusão na coxa.Magrão não admite falar em goleada. E tenta mostrar que outros adversários mal colocados na tabela, como o lanterna União São João, trouxeram problemas. "Aquele jogo terminou 5 a 1 para nós, mas não foi tão fácil quanto pareceu. Perdemos o Gláuber (expulso) e quase nos complicamos. Por isso, o resultado só vai acontecer se jogarmos com raça", avisou.Há exemplos melhores de dificuldades inesperadas no Palestra Itália, como os empates por 1 a 1 contra América-RN e CRB. Uma vitória neste sábado, segundo Magrão, seria importante apenas para manter o astral do grupo elevado, já que a primeira colocação na fase de classificação é apenas o quinto critério de desempate nas próximas etapas. "Se o Palmeiras estivesse em terceiro, quarto lugar, tenho certeza que estariam inventando crises. Por isso, o sinal de alerta não pode ser desligado. O campeonato vai começar para valer na segunda fase. Se não subirmos, todo o trabalho será questionado."O técnico Jair Picerni lembrou do difícil começo, quando o Palmeiras chegou a não figurar entre os oito primeiros, para ressaltar a importância dos três pontos contra o Gama. "Vamos enfrentar um time desesperado, que virá fechado para explorar nossos erros. Além disso, contra nós todos imprimem um ritmo alucinante. Vejam o exemplo do jogo Brasil e Equador (quarta-feira, pelas Eliminatórias). O Brasil é muito melhor, mas o Equador marcou bem e equilibrou", comparou. Picerni descartou que o Palmeiras seja favorito mesmo apresentando os melhores números (líder com 40 pontos e melhor ataque com 44 gols). "Ainda temos de trabalhar muito para pensar no título", garantiu o treinador.

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