Palmeiras em clima de decisão contra o Marília

'Já é uma decisão. Se vencer, passamos o Marília e ficamos na frente de outro adversário', diz Martinez

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2008 | 19h58

Milhões de reais investidos em reforços. Um treinador de ponta. E uma cobrança muito maior por títulos. Além da pressão, um novo discurso entrou na pauta do Palmeiras, ainda no começo do ano, apenas na terceira rodada do Campeonato Paulista: todo jogo é decisivo. É com este espírito que a equipe palmeirense enfrenta o líder Marília, a partir das 19h30, no Estádio Bento de Abreu, em Marília. "Já é uma decisão. Se vencer, passamos o Marília e ficamos na frente de outro adversário", avisou o volante Martinez. Em dois jogos, o Palmeiras venceu Sertãozinho e empatou com o Santos - já o time do interior bateu Bragantino e Juventus e não levou nenhum gol no Paulistão. O Palmeiras evita falar em favoritismo e também em pressão. "A chegada de Vanderlei (Luxemburgo) traz coisas boas e o time vem crescendo. É claro que com tudo isso a pressão aumenta, mas vejo pelo lado positivo", explicou Martinez. Mas o próprio discurso de Luxemburgo e da diretoria palmeirense deixa claro a pressão sobre o time. "A medida que trazemos recursos, exigimos resultados", disse o diretor de futebol do clube, Genaro Marino. "Por parte da diretoria a cobrança será maior, a torcida vai querer vitórias." Dos reforços contratados para esta temporada, apenas o lateral-direito Élder Granja e o atacante Alex Mineiro, que já tinham jogado nas duas partidas anteriores, vão estar em campo nesta quarta-feira. Diego Souza, Jorge Preá e Léo Lima ainda precisam entrar em forma. E o atacante Lenny, que estava nos planos de Luxemburgo para o jogo em Marília, ainda não teve sua inscrição regularizada. Sem poder contar com Lenny, Luxemburgo deve manter a mesma equipe que não saiu do zero com o Santos, domingo passado, na Vila Belmiro. A única dúvida do treinador é entre o volante Makelele e o meia-atacante William, com mais chance para o segundo começar jogando. Apesar disso, a ordem do treinador palmeirense é partir para cima do adversário. "Temos de estar sempre jogando no ata MaríliaMauro; Gum, Vinícius e João Marcos; Júlio César, Rafael Fefo, João Victor, Romeu e Cleiton Cearense; Camilo e Wellington SilvaTécnico: Jorge RauliPalmeirasDiego Cavalieri; Élder Granja, Gustavo, Dininho e Leandro; Pierre, Martinez, William (Makelele) e Valdivia; Luiz Henrique e Alex MineiroTécnico: Vanderlei LuxemburgoÁrbitro: José Roberto MarquesEstádio: Bento de AbreuHorário: 19h30TV: SporTVque", admitiu Martinez. "Não é porque o Marília ainda não tomou gol que temos de jogar pelo empate." Diego Cavalieri segue a linha do companheiro, mas pede que os jogadores não percam o foco no setor defensivo. "É importante ter um equilíbrio, estar sempre bem postado", lembrou o goleiro do Palmeiras. "E quando tivermos a  posse de bola temos de agredir, ir para frente." Como virou titular nos últimos meses, depois das seguidas contusões de Marcos, Diego Cavalieri herdou a camisa número 1 que era do companheiro - Marcos passou a ser o número 12. "Pode ser até a camisa 1498, não tenho esta vaidade", afirmou Diego Cavalieri. "Minha preocupação é sempre ajudar a equipe."

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