Paulo Pinto/AE
Paulo Pinto/AE

Palmeiras empata com Nacional por 1 a 1 em jogo complicado

Time bobeia e leva o gol de empate aos 35 minutos do 2.º tempo; agora, é vencer no Uruguai para levar a vaga

André Rigue, estadao.com.br

28 de maio de 2009 | 23h53

Em jogo complicado, o Palmeiras bobeou e empatou com o Nacional (URU) por 1 a 1, no Palestra Itália, no primeiro confronto das quartas de final da Copa Libertadores. O time alviverde levou o gol de empate aos 35 minutos do segundo tempo, num momento em que tinha o controle do duelo.

 

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Para avançar às semifinais, o Palmeiras precisará ganhar ou empatar no Uruguai, no dia 17 de junho (quarta-feira), por dois gols ou mais. Se ficar no 1 a 1, a decisão irá para os pênaltis. Empate sem gol classifica os uruguaios. O vencedor deste confronto enfrentará Estudiantes (ARG) ou Defensor (URU) - os argentinos ganharam por 1 a 0 no primeiro jogo.

 

Nesta quarta-feira, o técnico Vanderlei Luxemburgo começou com o mesmo time dos últimos jogos. Fabinho Capixaba ocupou a lateral-direita na vaga de Wendel, suspenso, e Diego Souza foi escalado no ataque com Keirrison. No 3-5-2, o treinador esperava que o Palmeiras tivesse maior controle de bola e, com isso, encurralasse o Nacional no campo defensivo.

 

O Palmeiras até começou melhor. Aos 8 minutos, o volante Souza arriscou de fora da área e assustou. Porém, o Nacional cresceu de produção, encaixou a marcação e ganhou o meio-campo. Aos 13, Marcos realizou um verdadeiro milagre. Em cobrança de escanteio, Coates subiu livre e cabeceou forte. O goleiro palmeirense pegou em cima da linha.

 

Assim como aconteceu na derrota para o Colo-Colo (CHI) por 3 a 1 na fase de grupos da Libertadores, o Palmeiras esbarrou na marcação e ficou concentrado em seu campo defensivo, sem saber o que fazer com a bola. Precavido, Luxemburgo mudou, e com ousadia. Ele retirou Souza e Fabinho Capixaba para colocar Obina e Marquinhos.

 

Com o peso de não marcar um gol desde novembro do ano passado, a entrada de Obina surpreendeu. O atacante, visivelmente fora de ritmo, foi utilizado, principalmente, para manter os homens do Nacional mais recuados. A torcida se incendiou com Obina e o Palmeiras melhorou.

 

Aos 40 minutos, o alviverde criou uma ótima chance. Obina passou para Diego Souza, que deu de calcanhar para Keirrison. O "K9", que também não vive uma boa fase, entrou livre na área e bateu cruzado. A bola passou perto da trave direita de Muñoz e foi pela linha de fundo. Desespero para Luxemburgo, que foi para o intervalo irritado.

 Palmeiras1
Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Marcão; Fabinho Capixaba (Marquinhos), Pierre    , Souza (Obina    ), Cleiton Xavier e Pablo Armero    ; Diego Souza e Keirrison (Jumar)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
 Nacional (URU)1
Muñoz; Rodríguez, Vitorino, Coates e Romero; Morales    , Arismendi, Fernandez     e Lodeiro (Brum    ); Biscayzacú (Ángel Morales) e Medina (Garcia)
Técnico: Gerardo Pelusso
Gols: Diego Souza, aos 10, e Garcia, aos 35 minutos do segundo tempo

Árbitro: Carlos Torres (PAR)

Renda: R$ 1.295.281,00

Público: 24.700 pagantes

Estádio: Palestra Itália, em São Paulo (SP)

 

A bronca de Luxemburgo, aliás, foi grande. O Palmeiras voltou para o segundo tempo arriscando mais de fora da área. E foi assim que o clube conseguiu abrir o marcador. Aos 10 minutos, Keirrison recebeu na meia-lua e rolou para trás. Diego Souza soltou a bomba, rasteiro. O goleiro Muñoz falhou e viu as redes balançarem: 1 a 0.

 

O Palmeiras ganhou fôlego, mas falhou na meta de ampliar o marcador. Marquinhos, com cruzamentos ruins, e Cleiton Xavier, com finalizações tortas, não estiveram numa boa noite. Aos 30 minutos, Luxemburgo tirou Keirrison e colocou Jumar: foi vaiado, e o Nacional agradeceu.

 

Aos 35 minutos, quando o Palmeiras tinha controle do duelo, os uruguaios chegaram ao empate. Morales arriscou chute de longe. Garcia, que não tinha feito nada no jogo, apareceu livre - mas livre mesmo - dentro da área e desviou sem chances para Marcos. O gol deixou um gosto amargo na boca dos palmeirenses.

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