Palmeiras empata com o Atlético-PR

Não faltou só público neste domingo à noite no Pacaembu para Palmeiras e Atlético-PR. Faltou também futebol. "Talvez ninguém tenha merecido vencer", disse o técnico Emerson Leão, após o empate por 1 a 1. Apesar de seguir invicto no comando da equipe, após quatro jogos - duas vitórias e dois empates - Leão não gostou da produção da equipe. "Sei que o nosso time tem limitações." E os primeiros 30 minutos foram sofríveis. Ainda bem que o Pacaembu estava vazio - o Palmeiras cumpriu suspensão por causa das invasões de gramado no clássico contra o Corinthians -, senão muitas bolas poderiam ter atingido torcedores nas arquibancadas. Com isso, os goleiros Sérgio e Diego eram espectadores privilegiados. O Palmeiras sentia a falta de Pedrinho na armação. Dava espaço para o vice-campeão da Libertadores atacar. A intenção era puxar o adversário e buscar os contra-ataques com Juninho e Marcinho, mas os dois meias erravam passes decisivos e o argentino Gioino ficava isolado na frente. O Atlético, por sua vez, abdicava dos armadores Evandro e Fabrício, tentando a ligação direta para o ataque, facilitando o trabalho de Gamarra e seus colegas de zaga. Em um dos chutões, a bola voltou rápido e Marcinho tocou para Juninho, que descobriu Gioino livre. O centroavante bateu bem, mas Diego defendeu. O jogo ganhou ritmo e até Juninho, com menos de 1,70 metro, tentou uma cabeçada. O Atlético só foi incomodar Sérgio aos 36, com um belo chute de Lima. Mas o lance mais curioso aconteceria no minuto final da primeira etapa, com Aloísio abrindo o placar. Detalhe: aos 15 minutos, o atacante sentiu uma contusão. Passou a mancar muito. O técnico Antônio Lopes preparou a substituição, mas o jogador pediu para continuar. "Sabia que algo estava reservado para mim", profetiu Aloísio, que deixou o campo logo o gol. Leão trocou no intervalo Juninho por Washington e Baiano por Correia. Não deu certo de início. O Atlético-PR voltou mais perigoso, mas o castigo pela violência de Cocito veio em uma cobrança de falta de Daniel. O zagueiro acertou um forte chute e empatou. A igualdade foi justa. Se o Atlético-PR acertou duas vezes a trave de Sérgio, o juiz deixou de marcar um pênalti de Evandro em Reinaldo. De resto, os times acumularam erros e faltas. Foram 71 no jogo: 41 do Atlético e 31 do Palmeiras.

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