Sérgio Neves/AE
Sérgio Neves/AE

Palmeiras empata com o Bahia em 1 a 1 e deixa o campo vaiado no Canindé

Equipe alviverde completa o quinto jogo seguido sem vencer no Campeonato Brasileiro

AE, Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 23h06

SÃO PAULO - O clima não anda nada bem no Palmeiras. Fora de campo, especulações até de uma possível saída do técnico Luiz Felipe Scolari. Dentro dele, o time até jogou bem, mas insuficiente para derrotar o Bahia, no estádio do Canindé, em São Paulo, pela 17.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate por 1 a 1 não ajudou em nada a equipe na tabela de classificação - segue em sexto lugar, com 28 pontos - e ainda causou a ira da torcida, que vaiou e xingou os jogadores ao final da partida.

Para piorar as coisas no Palmeiras, o time terá vários desfalques para o clássico contra o São Paulo, no próximo domingo, no Morumbi. Nada menos que quatro jogadores não poderão enfrentar o rival tricolor - o meia Valdivia, o lateral-esquerdo Gerley e o zagueiro Thiago Heleno receberam o terceiro cartão amarelo e o atacante Dinei sofreu uma lesão.

Ao Bahia, o resultado em São Paulo pode ser considerado bom. Na tabela de classificação, está na 13.ª colocação, com 20 pontos, mais distante da zona de rebaixamento, que é encabeçada pelo Santos, com 15 pontos, justamente o próximo rival do time - no domingo, no estádio de Pituaçu, em Salvador.

O jogo. Um dia antes da partida, Felipão anunciou que o ataque teria Kléber, Dinei e Maikon Leite. De última hora, o técnico tirou o último e começou com Luan mais aberto pela esquerda. Só que, logo aos 6 minutos, Dinei se machucou e teve que ser substituído justamente por Maikon Leite, que deu mais rapidez ao ataque palmeirense.

Tanto é que em um intervalo de dois minutos o Palmeiras teve duas boas chances de gol. Aos 11, Kléber chutou bem perto da meta defendida por Marcelo Lomba. Aos 13, a oportunidade foi de Maikon Leite, que acertou um belo chute rasteiro da entrada da área, mas a bola bateu na trave direita do gol baiano.

Com muita marcação de ambos os lados, o jogo ficou mais equilibrado depois dos 15 minutos e, exceto por alguns lampejos de Kléber ou Maikon Leite, o que mais se viu até os últimos instantes da primeira etapa foram faltas, algumas mais violentas. Só aos 42 que o Palmeiras teve outra chance real de gol. Kléber chutou de fora da área e a bola novamente teimou em bater na trave, e não entrar, do gol do Bahia.

Na volta do intervalo, o Palmeiras seguiu um pouco melhor em campo que o rival e foi recompensado com um gol. Aos 8 minutos, Cicinho avançou pela direita e cruzou rasteiro para a pequena área. Valdivia se antecipou ao zagueiro Paulo Miranda e tocou no canto direito de Marcelo Lomba para abrir o placar.

Com a vantagem, o Palmeiras resolveu adotar um postura mais cautelosa e permitiu que o Bahia tomasse conta das ações. O resultado disso foi uma chance incrivelmente desperdiçada por Diones, aos 14 minutos, e o gol de empate aos 21. Carlos Alberto bateu falta pela esquerda, a defesa palmeirense ficou parada e o zagueiro Titi, em posição de impedimento, tocou de cabeça antes que Marcos chegasse na bola.

Após o castigo pelo gol de empate, o Palmeiras acordou novamente e foi para cima do Bahia. Muitas chances foram criadas, especialmente nos últimos minutos. Em uma delas, já aos 46 minutos, Maikon Leite conseguiu chutar livre de dentro da área, mas viu o goleiro do Bahia fazer grande defesa no canto esquerdo.

FICHA TÉCNICA:

Palmeiras 1 x 1 Bahia

Palmeiras - Marcos; Cicinho, Thiago Heleno, Henrique e Gerley; Márcio Araújo (Chico), Marcos Assunção e Valdivia; Luan (Tinga), Kléber e Dinei (Maikon Leite). Técnico: Luiz Felipe Scolari

Bahia - Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Ávine; Fahel, Marcone, Diones (Jones) e Carlos Alberto (Ricardinho); Jobson e Júnior (Reinaldo). Técnico: René Simões

Gols - Valdivia, aos 8, e Titi, aos 21 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos - Valdivia, Luan, Kléber, Gerley e Thiago Heleno (Palmeiras); Ávine, Carlos Alberto e Titi (Bahia)

Árbitro - André Luiz de Freitas Castro (GO)

Renda - R$ 188.695,00

Público - 6.266 pagantes

Local - Estádio do Canindé, em São Paulo (SP)

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