César Greco/AE
César Greco/AE

Palmeiras empata no final e garante a vaga nas quartas

Lincoln marca aos 43 min do 2.º tempo o gol do 1 a 1 com o Atlético-PR; Manoel deixou de cumprimentar Danilo

ANDRÉ RIGUE, estadão.com.br

21 de abril de 2010 | 23h42

Foi sofrido, mas o Palmeiras garantiu sua classificação para as quartas de final da Copa do Brasil ao empatar com o Atlético-PR por 1 a 1, na noite desta quarta-feira, em duelo realizado na Arena da Baixada. No primeiro confronto, no Palestra Itália, o alviverde havia vencido por 1 a 0.

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O Palmeiras agora vai enfrentar nas quartas o vencedor do confronto entre Atlético-GO e Santa Cruz, que jogam na noite desta quinta-feira. No primeiro duelo, o time goiano venceu por 2 a 1 em Pernambuco.

 

O confronto na Arena começou marcado pela polêmica envolvendo os zagueiros Danilo e Manoel. Nas arquibancadas, os torcedores pintaram os rostos de branco e preto - no jogo no Palestra Itália, o jogador do alviverde chamou o rival atleticano de "macaco" após receber uma cabeçada. O caso foi parar na Polícia.

 

Para apimentar ainda mais, no momento dos cumprimentos Manoel passou direto por Danilo e fez os torcedores do Atlético-PR gritarem na Arena.

 

Dentro de campo, porém, a polêmica não foi capaz de mexer com os nervos dos jogadores, apesar das várias faltas marcadas pelo árbitro carioca Gutemberg de Paula Fonseca.

 

O Palmeiras poderia ter conseguido uma boa vantagem logo aos 15 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Costa derrubou Lincoln dentro da área e cometeu pênalti - o jogador atleticano recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

 

Robert, no entanto, cobrou o pênalti de forma ridícula, e praticamente recuou para o goleiro Neto.

 

Apesar de possuir um homem a menos, o Atlético-PR também chegou ao gol de Marcos. Netinho foi o homem mais perigoso no primeiro tempo, e só não balançou as redes pela boa atuação do goleiro Marcos, que completou 489 jogos pelo clube e se tornou o 8.º homem que mais defendeu o alviverde na história.

 

 Atlético-PR1
Neto; Manoel, Bruno Costa     e Rhodolfo; Lisa, Alan Bahia, Chico, Netinho (Marcelo) e Márcio Azevedo    ; Javier Toledo (Tartá    ) e Alex Mineiro (Bruno Mineiro    )
Técnico: Leandro Niehues
 Palmeiras1
Marcos; Márcio Araújo, Léo    , Danilo e Armero (Eduardo    ); Pierre     (Ewerthon), Edinho, Figueroa (Marquinhos) e Lincoln    ; Diego Souza     e Robert
Técnico: Antônio Carlos
Gols: Alan Bahia, aos 35, e Lincoln, aos 43 minutos do segundo tempo

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)

Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

Na etapa final, o Palmeiras apertou a marcação no meio de campo e teve maior controle de bola. O clube se aproveitou do desequilíbrio emocional do Atlético-PR para concentrar o jogo no setor ofensivo. Contudo, o alviverde voltou a sofrer com a falta de pontaria e perdeu diversas oportunidades.

 

Na melhor delas, aos 29 minutos, Ewerthon cabeceou e o goleiro Neto fez bela defesa com a ponta dos dedos.

 

O clube atleticano chegou ao empate através de um erro de arbitragem. Aos 35 minutos, Gutemberg marcou pênalti de Léo sobre Marcelo, em jogada normal. Alan Bahia foi para a cobrança, e com paradinha mandou no fundo das redes.

 

No entanto, quando todos esperavam a disputa das penalidades, Lincoln aproveitou a liberdade dentro da área e mandou a bola do cruzamento de Márcio Araújo para o fundo das redes, garantindo, assim, a vaga para o alviverde e a invencibilidade na Copa do Brasil.

 

"Jogar aqui dentro sempre foi difícil", afirmou Diego Souza ao deixar o gramado. "Mesmo com um homem a mais, a gente teve problemas. Criamos algumas jogadas, mas a gente deixou um pouco a desejar nos contra-ataques."

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