Palmeiras: Empate justo para Candinho

Não só em campo, mas também nos vestiários, o Palmeiras manteve o ritmo de treino visando a Taça Libertadores da América. O empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, em Campinas, neste domingo à noite, foi considerado justo e satisfez a todos. Afinal de contas o time acumula de duas vitórias seguidas (contra o Marília por 4 a 1 e União Barbarense por 1 a 0) e só pensa no jogo diante do Santo André, dia 19, pelo returno da competição sul-americana. Candinho não perdeu a chance de lembrar que o Palmeiras defenderá a liderança do Grupo 4, onde soma cinco pontos e o rival brasileiro é o lanterna, com apenas dois. "A Libertadores continua sendo nossa prioridade, mas lutamos bastante e poderíamos até ter vencido a Ponte Preta. Mas o empate foi justo", reconheceu. O polivalente Corrêia garantia que o time não se poupou em campo, como alguns imaginavam. "Jogamos normalmente e quase vencemos". O gerente de futebol, Ilton José da Costa, confirmou que na terça-feira deve se reunir com Juninho Paulista para definir os últimos detalhes para sua volta ao futebol brasileiro. Ele seria, inclusive, apresentado oficialmente na quarta-feira, em Itu, sua cidade natal, onde o Palmeiras está concentrado. Com o Campeonato Paulista definido, o time vai apenas cumprir tabela nos últimos dois jogos, quando enfrentará dois clubes ameaçados pelo rebaixamento. No dia 10, pega o Rio Branco, em Americana, e depois, dia 17 receberá o Guarani, no Parque Antártica. Será a chance de melhorar a situação na tabela, onde soma 24 pontos e ocupa a modesta 10.ª posição. Ponte lamenta - O técnico Osvaldo Alvarez, da Ponte Preta, lamentou o empate porque considerou boa a atuação de seu time. "Lutamos mas não conseguimos nosso objetivo. Sabíamos que teríamos dificuldade físicas no final do jogo, devido nosso jogo na quinta-feira (diante do Atlético Sorocaba)", disse Vadão. De forma geral, os jogadores também lamentaram as chances de gols desperdiçadas e, em especial, o gol anulado no primeiro tempo pela bandeira Maria Elisa Barbosa. O experiente Galeano, que marcou o gol que não valeu, estava inconformado: "Vi bem o lance e só esperei a bola para empurrar. Tinha certeza de que não estava em posição irregular". Mas a Ponte tem muito mais do que apenas ?chorar o leite derramado?, porque sua situação é delicada na tabela, onde soma 19 pontos, ocupando a 16ª posição, e portanto, bem perto da zona do rebaixamento. Seus dois últimos jogos serão contra o São Paulo, no Morumbi, e Santo André, em casa.

Agencia Estado,

03 de abril de 2005 | 20h59

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