Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Palmeiras encara o São Caetano em busca de um ponto para acabar com a agonia

Alviverde recebe o desesperado time do ABC no Pacaembu lotado e com tudo preparado para fazer a festa e voltar a elite do futebol brasileiro

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2013 | 07h59

SÃO PAULO - Há cinco meses, o Palmeiras estreava na Série B com uma magra vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO e começava uma longa e dura batalha para voltar ao lugar de onde saiu por causa da incompetência de muitos que geriram o clube no ano passado. Hoje, nem é preciso vencer. Um simples empate contra o São Caetano, no Pacaembu, às 16h20, garante a volta à Série A do Brasileiro e o fim da agonia.

O cenário e o momento não poderiam ser melhores. O estádio deve estar lotado, em clima de festa – 34 mil ingressos haviam sido vendidos até ontem à tarde. Há uma enorme empatia entre torcida e time e a certeza de que o Palestra vai subir hoje. Nem mesmo o constrangimento de celebrar o acesso, uma obrigação do Palmeiras, inibe os torcedores. A promessa é de muita festa no Pacaembu, antes e depois do jogo. Do outro lado, vai estar um adversário que luta contra o rebaixamento e que não é do tipo que atrai multidões.

É difícil encontrar um torcedor que não acredite que o sofrimento vai acabar hoje. Essa confiança contagia naturalmente o elenco e, por isso, o desafio da comissão técnica foi manter os atletas com os pés no chão. Ontem, por exemplo, o treino parecia véspera de decisão. Os jogadores disputaram um animado rachão, diante de um número muito maior de jornalistas do que o convencional. Ao fim do trabalho, enquanto Valdivia e Luis Felipe treinavam faltas, Wesley apareceu com seu filho, Lian, e descontraiu ainda mais o ambiente.

Muita coisa conspirará a favor do Palmeiras nesta tarde. O time voltará a jogar no Pacaembu após quase um mês longe de casa – a última vez que atuou na capital foi em um empate sem gols com o América-RN. A equipe contará ainda com o retorno de Valdivia, que não atuou nas últimas cinco rodadas. “Quando ele está em campo, junto dele tem a genialidade e uma leitura do jogo que só ele enxerga”, resumiu Gilson Kleina.

Outra atração do jogo será a camisa que o time vai lançar, já projetando o ano do centenário, 2014. Os jogadores entrarão em campo com um uniforme semelhante ao usado pela seleção brasileira em 1965, ano em que o Palmeiras jogou com as cores do time nacional em um amistoso diante do Uruguai, partida de inauguração do Estádio do Mineirão. Os jogadores vão vestir uma camisa verde e amarela, calções azuis e meias brancas, como em 65.

Para dar mais confiança ao time e apagar a temporada frustrante de 2012, a diretoria acertou ontem o pagamento do último mês dos direitos de imagem deixados em atraso pelo ex-presidente Arnaldo Tirone. Com todo esse otimismo fora do campo, Gilson Kleina preparou o time para não dar trégua ao São Caetano. Além de Valdivia, oura novidade será Ananias, que entrará no lugar de Leandro, suspenso pela expulsão contra o Bragantino. Vilson não se recuperou de dores de joelho e André Luiz continua como titular.

MISSÃO DIFÍCIL

Penúltimo colocado, o time do ABC quer e precisa estragar a festa. O goleiro Rafael Santos, ex-Corinthians, diz que a partida será especial para a equipe. “Vamos entrar como se fosse o jogo de nossas vidas.” De tantas glórias pelo Palmeiras, o veterano Rivaldo, machucado, não jogará.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS: Fernando Prass; Luis Felipe, André Luiz, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Wesley e Valdivia; Ananias, Vinícius e Alan Kardec. Técnico: Gilson Kleina

SÃO CAETANO: Rafael Santos; Samuel Xavier, Gabriel, Luiz Eduardo e Fernandinho; Fabinho, Leandro Carvalho, Wagner Carioca e Éder; Marcelo Soares e Cassiano Bodini. Técnico: Pintado

JUIZ: Wilson Luiz Seneme (SP)

LOCAL: Pacaembu, em São Paulo

HORÁRIO: 16h20

TV: Globo e Band

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