Palmeiras encara Ponte e só pensa em vencer em casa

Contra ex-equipe de Gilson Kleina, time tenta repetir atuação do último domingo e se afastar da degola

DANIEL BATISTA, Agência Estado

29 de setembro de 2012 | 08h44

SÃO PAULO - Durante toda a semana, muito se falou que o ambiente no Palmeiras mudou graças ao bom relacionamento dos jogadores com a nova comissão técnica e a vitória por 3 a 1 sobre o Figueirense, na última rodada. Diante da Ponte Preta, neste sábado, às 21 horas, no Pacaembu, pela 27.ª rodada do Campeonato Brasileiro, será a chance de mostrar o quanto a confiança e o clima realmente mudou e a esperança de sair da zona de rebaixamento se tornou algo mais real.

Vencer a Ponte Preta, além de deixar o time mais próximo de sair da zona da degola, ainda quebra um jejum de quase três meses. A última vez que o Palmeiras venceu dois jogos seguidos na temporada foi no dia 5 de julho, quando derrotou o Coritiba por 2 a 0, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. No jogo anterior, havia vencido o Figueirense por 3 a 1.

E para atingir a marca, o Palmeiras aposta na força de sua torcida. Ao longo da semana, muito se falou sobre a possibilidade dos torcedores mais uma vez comparecerem em peso ao Pacaembu, como aconteceu contra o Sport. Na ocasião, o time alviverde venceu por 3 a 1 diante de mais de 30 mil torcedores. Até a noite desta sexta-feira, 21 mil ingressos já haviam sido vendidos.

O adversário deste sábado será especial para o técnico Gilson Kleina. Há menos de 15 dias ele dirigia a Ponte Preta e agora está do lado oposto. Embora a equipe de Campinas estreie Guto Ferreira como novo treinador, o time ainda deve ter muito das características do comandante palmeirense.

Mas o que poderia ser um favoritismo, para Gilson Kleina pode servir também como algo que preocupa ainda mais. "A gente conhece os 35 jogadores que estão lá, mas eles também me conhecem e sabem as jogadas que eu gosto de fazer. Uma coisa que eu sei que vamos ficar ligados é que eles retomam a bola muito rápido porque treinamos isso enquanto estive lá", disse.

Com a semana livre para trabalhar, Gilson Kleina também tenta dar a sua cara ao Palmeiras, mas admite que neste sábado ainda a torcida verá um pouco do time de Felipão. "É uma situação delicada porque temos de vencer logo, mas também tentar colocar nossa forma de jogo, algo que deve acontecer a médio ou longo prazo".

Mais do que um discurso pronto, os jogadores admitem que vencer a Ponte Preta é fundamental não só pela pontuação como pela confiança. "Temos 12 decisões e essa é a primeira. Temos que entrar em casa mantendo o mesmo ritmo. Essa semana foi especial porque conseguimos trabalhar em paz e arrumamos o que não estava dando certo", disse o goleiro Bruno, que comemorou o fato de conseguir uma rara semana de paz no clube.

Paz também teve o departamento médico, já que o único desfalque por lesão é Correa, que se recupera de um edema na coxa direita. Fernandinho continua a sua recuperação de uma cirurgia e o restante do elenco está bem fisicamente. Para enfrentar a Ponte Preta, Gilson Kleina também não poderá contar com Luan, suspenso pelo STJD.

Sem mistérios, o treinador definiu a escalação com a novidade de Artur para a lateral direita. No meio, o chileno Valdivia está confirmado, recuperado de dores musculares que o tirou de dois treinos ao longo da semana.

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