Jose Luis da Conceição/AE - 11/01/2010
Jose Luis da Conceição/AE - 11/01/2010

Palmeiras enfrenta a surpresa do Paulistão, o Botafogo

Equipe alviverde necessita de bom resultado em Ribeirão Preto para diminuir pressão da torcida

Daniel Akstein Batista - O Estado de S. Paulo, Brás Henrique - correspondente

13 de fevereiro de 2010 | 00h20

Em oito jogos na temporada, Muricy Ramalho ainda não conseguiu repetir a mesma escalação no Palmeiras. Sofreu com suspensões e, principalmente, lesões. Neste sábado, em Ribeirão Preto, às 19h30, vai colocar um novo time em campo, mas desta vez por escolha própria. O jogo tem transmissão ao vivo da Rádio Eldorado/ESPN - AM 700 e FM 107,3.

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São Paulo e Corinthians adotaram o rodízio no começo do ano e Muricy só não repetiu a tática por falta de peças no elenco. O Palmeiras foi até agora o time que menos contratou e a torcida está revoltada. Contra o Botafogo, o treinador resolveu dar descanso a alguns jogadores, para não perdê-los no restante do Estadual.

Muricy teme que mais atletas sofram lesões musculares por causa do desgaste físico. Além da sequência de jogos, o grupo tem encarado uma série de viagens. Em uma semana, foram mais de cinco mil quilômetros percorridos, com desafios em Bragança Paulista, Teresina e, agora, Ribeirão Preto.

"O time realmente está cansado, mas isso não é um grande problema. O desgaste maior é por causa das viagens", disse Danilo ao site oficial do clube. O zagueiro é um dos candidatos a ganhar descanso, mas apenas no segundo tempo. Léo, recuperado de contusão muscular na coxa, foi relacionado. Muricy esconde a escalação, mas já avisou que vai dar folga para um dos volantes: Márcio Araújo ou Pierre. Eles, assim como Robert, ainda não descansaram na temporada e neste sábado dificilmente atuarão os 90 minutos.

A novidade deve ser o retorno de Marcos, que está no interior paulista com o elenco alviverde e não sente mais dores na coxa. Uma das dúvidas de Muricy está na lateral-esquerda. Com Figueroa suspenso, Wendel vai fazer a função pela direita e Armero, mesmo em má fase, pode retornar à posição - Eduardo é a outra opção.

Com o time misto, o Palmeiras tenta apagar a má impressão deixada nas últimas partidas. Mesmo com Muricy elogiando o time, a torcida está preocupada com o futuro - e irritada com o presente.

Contra o fraco Flamengo do Piauí, a equipe não conseguiu vencer por dois gols de diferença como desejava - fez 1 a 0 e agora vai ter de fazer o jogo de volta da Copa do Brasil, no dia 25 (a CBF mudou a data do confronto, marcado inicialmente para 24). Hoje, precisa ganhar para voltar ao G-4 do Estadual - e, assim, escapar das vaias.

A SURPRESA

Um time humilde, sem estrelas, já que o interesse no italiano Christian Vieri foi jogada de marketing, o Botafogo de Ribeirão Preto trouxe 26 jogadores em cima da hora de começar a competição e, ainda assim, é a sensação do Campeonato Paulista, com 16 pontos em 7 jogos.

Surpresa até para os torcedores, que só viram o time jogar duas vezes em seu estádio. Das quatro vitórias, três foram como visitante.

O nome mais conhecido é o volante Augusto Recife, campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2003. "Priorizamos o grupo, sem medalhões", diz o técnico Roberto Fonseca, em sua terceira passagem pelo clube - no ano passado, chegou com o time na lanterna e evitou o rebaixamento. "Equilíbrio talvez seja a definição para esse amadurecimento cedo na competição", resume o treinador.

 Botafogo-SP
Weverton; Jonas, Freire, Leandro Amaro e Andrezinho; Rodrigo Pontes, Ausgusto Recife, Ademir Sopa e João Henrique; Malaquias e William
Técnico: Roberto Fonseca
 Palmeiras
Marcos; Wendel, Danilo, Léo e Armero; Edinho, Pierre, Deyvid Sacconi e Cleiton Xavier; Diego Souza e Robert (Lenny)
Técnico: Muricy Ramalho
Árbitro: Wilson Luiz Seneme

Estádio: Santa Cruz, em Ribeirão Preto (SP)

Horário: 19h30

Rádio: Eldorado/ESPN - AM 700/FM 107,3

TV: SporTV

O atacante William, de 26 anos, com passagens pelo Japão e Bélgica, retornou este ano e é um dos artilheiros, com dois gols. "Numa competição de tiro curto, quem tem elenco vai se sobressair e aqui temos jogadores de grupo."

O presidente Luiz Pereira evita falar em números - estima-se que a folha de pagamento seja de R$ 600 mil mensais. "A folha é altíssima, acima da condição do clube", limita-se a dizer Pereira.

A cota líquida, paga pela Federação Paulista de Futebol, foi de R$ 1,05 milhão (R$ 1,4 milhão bruto), mas o valor foi bloqueado automaticamente pela Justiça para pagar ações trabalhistas. Aluguel de estádio e rendas também são retidos e uma parte é liberada para o clube se manter. Fora isso, um grupo de investidores (cada um dá o que pode), incluindo Pereira, contribui. "Agora é a hora de o público dar o retorno", diz Pereira.

Para este jogo, 29.372 ingressos (capacidade máxima) foram colocados à venda, mas a diretoria admite que o público não deve ultrapassar 15 mil, recorde do ano.

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