Gray Granja/Reuters
Gray Granja/Reuters

Palmeiras enfrenta goleiro 'empreendedor' e que só joga de boné

No Equador, pela Copa Libertadores, equipe do técnico Cuca tem pela frente adversário de estilo irreverente

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2017 | 07h00

O equatoriano Máximo Banguera costuma entrar em campo com um acessório extra no uniforme. Além das luvas, obrigatórias para quem é goleiro, como ele, o principal jogador do Barcelona, de Guayaquil, não abre mão do boné. O acessório na cabeça não é só uma forma de identificação, mas principalmente uma ferramenta para os negócios extracampo.

O goleiro adversário do Palmeiras no jogo desta quarta-feira, pela Copa Libertadores, é um empreendedor quando não está em atividade no futebol. Há dois anos Banguera lançou a própria marca de bonés, a MB1. A loja virtual tem 11 modelos diferentes à venda, todos de fabricação nacional. O preço varia entre R$ 50 e R$ 140, de acordo com a cor e a estampa. As peças com o escudo do Barcelona são as mais valorizadas.

Banguera sempre foi fã do acessório e não o descarta mesmo em jogos noturnos, quando não há perigo de o sol atrapalhar a visão. Na Libertadores deste ano, contra o Botafogo, no Equador, o goleiro defendeu um pênalti quando estava de boné. Já no fim do jogo, ele estava sem a peça quando levou o gol de empate do time brasileiro.

Recentemente o goleiro expandiu as vendas para luvas de goleiro, com modelos coloridos. Banguera também tem empreendimentos para outros segmentos além do vestuário. A lista de empresas do equatoriano inclui uma agência de publicidade, um escritório de organização de campeonatos amadores e uma clínica de fisioterapia, para onde Banguera costuma ir quando se machuca.

Ídolo da torcida e convocado com frequência para a seleção, Banguera se tornou personagem da Libertadores em 2015. O goleiro cometeu uma falta fora da área no jogo contra o Atlético Nacional ao trombar com o atacante adversário. Para não ser expulso, o equatoriano chegou a simular um desmaio e ficou por alguns minutos deitado no gramado, de olhos fechados. Logo depois o árbitro percebeu a encenação e o expulsou.

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