Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Palmeiras enfrenta o Fluminense para salvar a sua honra

Em Presidente Prudente, clube luta para manter esperança de permanecer na Série A

Daniel Batista e Paulo Galdieri, de O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2012 | 08h13

SÃO PAULO - Acabaram as contas, previsões e combinações de resultados para o Palmeiras. A partir deste domingo, 11, às 17 horas, a meta é vencer e vencer. Qualquer tropeço deve ser fatal e nem mesmo as quatro vitórias nas partidas restantes neste Campeonato Brasileiro são garantias de que o time escapa da zona de rebaixamento. E como nada tem sido fácil para o time alviverde, o adversário que precisa ser batido, em Presidente Prudente (SP), é justamente o Fluminense, líder com sobras e que tem tudo para ser campeão.

 

A situação é delicada para o Palmeiras, que iniciou a rodada com a ameaça real até de ser rebaixado já neste fim de semana, de acordo com uma combinação de resultados. Por isso, entra em campo como se fosse um jogo de tênis, onde precisa salvar quatro match points (ponto final que sacramenta o fim do jogo de uma partida de tênis).

 

Um erro individual, um chute torto ou mesmo o azar, que tanto acompanha o time em diversos momentos, podem ser suficientes para decretar a queda e transformar a temporada de 2012 - que por alguns meses pareceu mágica e redentora graças ao título da Copa do Brasil - em uma das mais tristes para a história do clube.

 

Os acontecimentos da semana mostraram que o desespero toma conta da equipe e será necessária uma mudança grande de comportamento para conseguir triunfar diante do Fluminense, que está com as mãos na taça.

 

Predominou no Palmeiras assuntos como retaliação da torcida, ameaças, briga no tapetão e treinos fechados. O que mais se falou foi de esperança e medo.

 

"Enquanto houver chances matemáticas, temos que sonhar. Podemos terminar o ano como heróis porque a maioria coloca o Palmeiras como rebaixado e realmente não depende de nós, mas temos esperança em terminar o ano com um título, a vaga na Libertadores e a permanência na Série A", disse o gerente de futebol, César Sampaio.

 

O atacante Barcos mostra menos fé, mas espera que pelo menos o time consiga jogar com dignidade até o fim. "Temos de ganhar todos os jogos, mas empatamos domingo. Se vamos morrer, que seja de pé. Ninguém sabe mais do que a gente da responsabilidade e vamos manter a esperança viva".

 

Já o goleiro Bruno lamenta o fato de o time não depender mais de suas forças. "A gente queria depender só de nós mesmos mas não é assim. A sensação é péssima. Mas o nosso foco são as quatro vitórias. Não adianta os outros perderem e a gente também perder os nossos jogos".

 

Em meio a tudo isso, o técnico Gilson Kleina tenta focar suas atenções apenas na partida. Ele realizou dois treinamentos fechados para a imprensa durante a semana. A tendência é que o treinador mantenha a equipe que empatou com o Botafogo na última rodada.

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