Palmeiras esconde armas do inimigo

O treinador do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, está trabalhando para que seus jogadores tenham o menor contato possível com o público de Belém. Hoje, transferiu o treinamento da tarde, marcado para o estádio do Clube do Remo, para o campo da Assembléia Paraense, um clube privado e aristocrático onde o acesso é permitido somente para sócios e jornalistas. "Não vejo sentido em realizar um trabalho diante de cinco mil pessoas. Os próprios atletas começam a se cobrar como se estivessem disputando uma partida". Embora não tenha admitido, Luxemburgo quer esconder ao máximo as jogadas que pretende utilizar diante do Paysandu, domingo às 16h no Mangueirão, no jogo que vai definir o adversário do Cruzeiro na decisão da Copa dos Campeões. Tanto que hoje pediu aos cinegrafistas que desligassem suas câmeras durante boa parte do treinamento tático que realizou. "No futebol de hoje não se pode dar vantagem a ninguém, mas não existe essa história de esconder o time. Só tenho que pensar em montar minha equipe em cima das virtudes e defeitos do adversário, uma idéia que também passa pela cabeça do Givanildo (treinador do Paysandu)". Na noite de quinta-feira, os jogadores do Palmeiras acompanharam alguns jogos que a equipe paraense realizou na competição. O zagueiro Alexandre ficou espantado com a velocidade do rival. "É um time muito rápido, mas que ao mesmo tempo faz a bola rolar. Se não tomarmos cuidado com isso, teremos dificuldades. Mas a semana foi importante para que cada jogador mentalizasse ainda mais sua responsabilidade dentro de campo". Repetindo o que havia feito em Teresina, na fase de classificação da Copa dos Campeões, Luxemburgo voltou a treinar com Célio no meio-campo em lugar de Fabiano Eler. No entanto, prometeu definir a equipe apenas domingo, momentos antes da partida. "Não sei quem entrará, mas garanto que não haverá nenhuma alteração tática. Com o Célio o time mantém o mesmo poder de marcação, mas ganha qualidade na saída de bola". Mesmo sem saber de vai jogar, Célio acabou entregando a preocupação do treinador com a rapidez com que o Paysandu sai para o ataque. "Se entrar em campo, cuidarei mais da marcação. O Vanderlei disse que não devemos nos preocupar com nenhum jogador em especial, mas sim com o entrosamento do adversário". Mesmo com o forte conjunto do time paraense, que também contará com o apoio de quase 50 mil torcedores, o lateral Leonardo descarta o favoritismo de qualquer um dos lados. "Os dois times têm seus objetivos e sabem o que fazer. A decisão será dentro de campo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.