Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Palmeiras espera entrega da Arena Palestra somente em fevereiro de 2014

Brunoro admite atraso nas obras e espera reunião com construtura para definir o planejamento

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

26 Março 2013 | 18h35

SÃO PAULO - Apesar de a construtora WTorre garantir que vai entregar a nova arena do Palmeiras ainda este ano, a diretoria do clube conta com o inauguração do estádio apenas para 2014.

"Não sentei com a WTorre, mas sou muito pé no chão e só estou contando (com o estádio) a partir de fevereiro do ano que vem", afirmou nesta terça-feira o diretor executivo do Palmeiras, José Carlos Brunoro, durante evento sobre o calendário do futebol brasileiro.

A previsão inicial da finalização das obras era em abril desde ano, mas a construtora adiou para o segundo semestre (provavelmente em novembro) e pode entregar o estádio só em 2014. Até agora, pouco mais de 60% dos trabalhos já foram concluídos, mas o cronograma dos trabalhos poderá ser redefinido.

O principal entrave está no tipo de alvará concedido pela prefeitura. A WTorre tem permissão apenas para reforma do Palestra Itália, e por isso não pode derrubar toda a estrutura do estádio. Assim, parte do anel da arquibancada com fundos para a avenida Francisco Matarazzo não pôde ser colocada no chão, fazendo a construtora perder tempo e dinheiro.

Apesar da ameaça das obras do futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, pararem por falta de dinheiro, o Palmeiras não vislumbra a possibilidade de o Palestra Itália ser utilizado na Copa do Mundo. "Eu só penso no Palmeiras usando o seu estádio. A cidade de São Paulo já tem o seu estádio para a Copa e ele vai ficar pronto até lá", disse Brunoro.

O diretor executivo do Alviverde também falou sobre o início de temporada irregular do time e garantiu que não pretende demitir o técnico Gilson Kleina. "O Palmeiras perdeu três jogos esse ano, sendo que um merecia ter ganho (contra o Tigre, pela Libertadores), e já tem gente pedindo para demitir o técnico, mudar tudo", afirmou. "A minha sala no Palmeiras parece sala de médico do SUS. Todo dia tem uma fila de 200 pessoas pedindo as coisas para mim".

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