Palmeiras está dividido em relação à situação de Kleina

O Palmeiras define nesta quinta-feira a continuidade do técnico Gilson Kleina. O treinador balança no cargo após a derrota por 6 a 2 para o Mirassol, na última quarta-feira, pelo Campeonato Paulista, e uma reunião entre o presidente Paulo Nobre com o diretor executivo José Carlos Brunoro e o gerente de futebol de Omar Feitosa deve definir a situação. O fato é que tudo depende do presidente, que de alguma forma vai desagradar alguém com sua decisão.

DANIEL BATISTA, Agência Estado

28 de março de 2013 | 11h45

A diretoria está dividida sobre ficar ou não com o treinador. Parte dela acha que o motivo da derrota humilhante para o Mirassol foi motivada pela fragilidade do elenco. Outra parte entende que o treinador ainda não conseguiu dar padrão tático ao time, mesmo estando no clube há mais de seis meses e a equipe ter mudado bastante em comparação ao ano passado.

O presidente Paulo Nobre gosta de Kleina e acredita que ele ainda pode evoluir e fazer o time engrenar. Entretanto, uma derrota com o placar tão dilatado pode fazer o dirigente mudar de ideia, já que, desde que assumiu o clube, sofre muita pressão para tirar o treinador. Nomes como os de Dorival Júnior e Mano Menezes já são falamos como candidatos ao cargo. O dirigente chega ao Brasil nesta quinta-feira, após viajar como chefe da delegação da seleção brasileira que disputou amistosos contra Itália e Rússia.

O que pode fazer a diferença é o fato de que na terça-feira o Palmeiras terá um jogo decisivo contra o Tigre, no Pacaembu, pela Copa Libertadores. Os que defendem sua permanência alegam que um novo treinador chegar agora não vai ter tempo para conhecer o elenco e montar o melhor esquema para enfrentar os argentinos. Já os que são contra acreditam que um técnico vai fazer o elenco se motivar, renovar o ânimo, e conseguir bons resultados.

REFORÇO POLICIAL - Precavida após os últimos episódios de violência envolvendo a torcida do Palmeiras, a Polícia Militar se antecipou na noite desta quarta-feira e reforçou a segurança na frente da Arena Palestra, antigo Palestra Itália. A PM mandou para o local duas motos da Rocam. Os policiais se posicionaram na entrada da Rua Turiaçu, onde também há uma loja do clube que também é sempre "visada" pelos torcedores.

No ano passado, durante a briga contra o rebaixamento para a Série B, o local chegou a ser invadido e depois queimado por torcedores revoltados. O caso foi parar na polícia. Além disso, tornou-se um hábito de alguns torcedores picharem os muros do clube sempre que algo negativo acontece com o time. Na avaliação de quem chamou a polícia, a derrota por 6 a 2 para o Mirassol poderia gerar mais confusão.

Após a derrota para o Mirassol, integrantes da TUP (Torcida Uniformizada do Palmeiras) saíram de uma casa próxima à Arena Palestra para ameaçar dirigentes e começar um protesto, mas foram contidos com a chegada dos policiais.

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