Palmeiras faz pacto pela artilharia de Love

Um pacto para fazer de Vágner Love artilheiro do Paulistão foi selado no Palmeiras. Liderados por Pedrinho e Magrão, os jogadores assumiram que, quando o time estiver vencendo com tranqüilidade, vão procurar rolar a bola para o atacante, que até o momento marcou sete gols, um a menos que Luís Fabiano.A iniciativa foi adotada com sucesso na Série B do Brasileiro de 2003, competição em que Vágner terminou como artilheiro com 19 gols. O técnico Jair Picerni aprova a idéia com ressalvas. "É bom estar com esse espírito na cabeça, mostra que o grupo está pensando como um todo. Mas não quero que essa situação venha a nos prejudicar. Se algum jogador demonstrar que está mais interessado em tornar o Vágner goleador do Paulistão do que em ajudar a equipe, vou rever meus conceitos. Ele já é um artilheiro nato, nasceu com o dom para fazer gols."Domingo, contra o lanterna Oeste de Itápolis, às 17 horas, no Parque Antártica, o atacante terá mais uma grande chance para atingir seu objetivo. Mas deixa claro que não quer que o time mude suas características apenas para beneficiá-lo. "Aqui todo mundo passa a bola para todo mundo. Eu mesmo, se perceber que existe alguém mais bem colocado para fazer o gol, não vou pensar duas vezes para fazer o passe. O importante é o bem do Palmeiras."Mas nem todos tem a mesma opinião. Diego Souza, que atua ao lado de Vágner desde as categorias de base do Palmeiras, tem certeza de que a briga do amigo com Luís Fabiano ainda vai dar muito o que falar. "O Magrão e o Pedrinho já perguntaram para o Vágner até em que perna ele prefere receber a bola. Se depender de mim, o Palmeiras fará o artilheiro do Paulistão (a última vez que isso aconteceu foi em 1994, quando Evair marcou 23 gols). Eu o conheço há muito tempo e sempre sei onde ele está colocado."Chuva - Para o lateral Lúcio, a ajuda a Vágner tem que ser feita com cuidado para não prejudicar o time. "Vamos ajudar o Vágner sem esquecer do Palmeiras. Precisamos primeiro pensar em garantir nossa classificação."Para enfrentar o Oeste, Picerni decidiu manter Adriano Chuva no ataque. "Agora é a vez do Chuva. Ele é alto, o que favorece a realização de jogadas pelas laterais. Mas o importante é vencer, independentemente de quem faça os gols."Os jogadores comemoram a manutenção no time daquele que consideram uma referência na área. "Ter um jogador de estatura elevada no time é bom principalmente para enfrentar adversários fechados. Agora, quando chego na linha de fundo, já sei o que fazer com a bola", explica Lúcio.

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