Palmeiras faz sindicância por boatos

Os jogadores do Palmeiras estão irritados. Cansados de verem o surgimento de polêmicas sobre uma suposta desunião no elenco, os atletas abrirão uma espécie de sindicância para descobrir a fonte de tantos boatos sobre a equipe.O último deles surgiu no domingo, após a derrota por 2 a 1 para a Portuguesa, no Parque Antártica. Uma pessoa saiu do vestiário e disse ao repórter Wanderley Nogueira, da Rádio Jovem Pan, que o goleiro Marcos e o volante Magrão haviam discutido asperamente com o lateral improvisado Corrêa. Nogueira se reserva o direito de não revelar sua fonte. Mas, todos os envolvidos negaram qualquer tipo de desentendimento.A suposta briga foi o assunto mais comentado entre os jogadores na reapresentação do elenco, nesta segunda-feira. E deverá ter desdobramentos no treino desta terça-feira à tarde, o último antes da partida de quarta-feira contra o Santo André, pela Libertadores, no Parque Antártica.Corrêa ficou bastante irritado com o boato. "Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Alguém sai por aí falando besteira e quem paga o pato é sempre a gente", disse ele, à Agência Estado. "Temos que tentar descobrir quem é".Magrão também ficou uma pilha de nervos. Em entrevista ao programa Arena SporTV, o volante falou até em agressão ao semeador de confusões. "É alguém de lá (do Palmeiras). Deve estar insatisfeito com alguma coisa, com a diretoria ou com o time. Se eu soubesse quem é, já tinha ido no meio dele".Capitão do time e apontado como um dos líderes do elenco (ao lado de Magrão), Marcos também se irritou ao saber que seu nome estava envolvido em polêmica. "Alguém deve ter falado isso aos jornalistas, mas queremos que essa pessoa apareça. Juro pelos meus filhos que não houve nada. Nem vi o Corrêa depois do jogo". O goleiro acrescentou que jamais cobraria um companheiro de forma desrespeitosa, como sugere o boato espalhado. "Eu e o Magrão não somos os donos do Palmeiras".A suposta briga entre Marcos e Corrêa é o primeiro boato surgido e abafado logo em seguida no Palmeiras da era Candinho. Ano passado, com Estevam Soares, esse tipo de polêmica era comum. Dentre os muitos boatos surgidos, o que mais irritou o elenco foi a história de uma suposta reunião arquitetada pelo meia Pedrinho para derrubar Estevam.Os jogadores negaram, mas o técnico acreditou na veracidade da informação e afastou Pedrinho. "Quem me contou foi uma pessoa de confiança", disse Estevam, sem revelar a fonte. Semanas depois, pressionado por uma série de maus resultados, o técnico acabou reintegrando Pedrinho ao elenco.Boatos envolvendo brigas entre jogadores também surgiam aos montes no ano passado. Magrão teria brigado com Thiago Gentil, Lúcio não gostaria de Pedrinho, e ninguém suportava Elson. Isso é o que corria à boca pequena no clube. Mas o fato é que todos os envolvidos sempre negaram qualquer tipo de desavença no elenco.

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