Palmeiras foi contra ajuda da FPF

O Palmeiras foi o único clube a se manifestar quando da votação da proposta de financiar a ampliação do estádio do Corinthians durante a reunião da FPF, realizada na quinta-feira. O presidente Mustaphá Contursi disse que o Palmeiras também tinha engavetados uma série de projetos para reformar o Palestra Itália e também pediu ajuda da entidade.Enquanto os dirigentes corintianos são cautelosos sobre o projeto e o prazo para a reformulação do Parque São Jorge, o presidente da FPF, Eduardo José Farah, dá detalhes sobre o estádio que o Corinthians terá para jogar. Segundo ele, as obras ficarão prontas dez meses depois de apresentado o projeto. Farah diz que o estádio terá capacidade para 38 mil espectadores. Segundo ele, o projeto prevê mais de 180 camarotes e três mil cadeiras especiais, que serão vendidas para bancar parte das obras. Farah diz que o dinheiro não foi um empréstimo, mas uma antecipação. ?O dinheiro já está disponível?, diz o dirigente. Farah diz que a Federação será parceira no projeto. Segundo ele, será criado um conselho gestor para a obra, com três representantes do Corinthians e dois da Federação. Cada serviço contratado pela parceria só será fechado após tomada de preços em três empresas distintas. Caixa cheio - O empréstimo da Federação para a reforma do estádio corintiano reforça a inversão de valores nas finanças do futebol paulista. Enquanto os clubes estão cada vez mais sem capacidade de investimento, a Federação esbanja dinheiro com contratação de jogadores e empréstimos a clubes. Na mesma reunião em que foi aprovado o empréstimo ao Corinthians, o Conselho Deliberativo aprovou a contratação, pela Federação, de 4 a 6 jogadores, que reforçarão os clubes que vão disputar o Paulistão do ano que vem. Só o Palmeiras foi contra a medida. Há três semanas, Farah criou polêmica quando disse que a Federação estava disposta a pagar US$ 100 mil mensais para que Romário jogasse em algum time de São Paulo no Campeonato Paulista. A idéia de Farah é reforçar o Paulistão e impedir que seja aprovado o calendário proposto pelo Grupo de Trabalho do Esporte, que prevê um Campeonato Brasileiro com nove meses de duração (de março a dezembro) já no próximo ano. Idéia antiga - A iniciativa de reforçar clubes não é inédita. Anos atrás, a Federação comprou o passe de Marcelinho Carioca e criou um serviço de disque-0900 para decidir em qual clube paulista ele iria jogar. O processo de escolha foi parar na Justiça, que investigou irregularidades nas parciais de votação divulgadas durante a realização do concurso. Farah acha normal que a Federação tenha dinheiro sobrando. Ele diz que a FPF e a Liga Rio-São Paulo anteciparam mais de R$ 14 milhões aos clubes neste ano ? sem contar o dinheiro para o Parque São Jorge. Diz que o caixa da Federação é forte por causa da porcentagem que a entidade ganha na negociação dos direitos dos campeonatos com as emissoras de tevê. Ele cita o exemplo da Liga Rio-São Paulo que, fundada há menos de um ano, já tem mais de R$ 4 milhões guardados, por causa do dinheiro do contrato com a Rede Globo.

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