Palmeiras: Gioino tenta honrar tradição

Novo reforço do Palmeiras, Sergio Gioino tem a missão de honrar tradição de centroavantes argentinos que deram certo com a camisa do clube. Não foram muitos, é verdade, mas três de seus antecessores marcaram época no Palestra Itália. O mais antigo, mas também o mais prolífico, foi Juan Raúl Echevarrieta, que defendeu o time entre 1939 e 1942, na época ainda do Palestra Itália (pegou a transição para Palmeiras). Segundo o "Almanaque do Palmeiras", foram 127 partidas e 114 gols, que o tornaram o 11º maior artilheiro do clube. Echevarrieta conquistou os títulos paulistas de 1940 e 1942, ao lado de mitos como Oberdan, Junqueira e Waldemar Fiúme. O técnico na época era Gaetano di Domenico. Outro nome importante da história palmeirense que veio da Argentina foi Luis Artime, que passou um ano em São Paulo (entre julho de 68 e julho de 69), mas marcou uma geração de palestrinos, com 48 gols em 57 partidas, média de 0,84 gol/jogo. Ele chegou na época em que começava a ser montada a segunda Academia, o esquadrão que dominou o futebol brasileiro na 1ª metade dos anos 70. Jogou na época de Eurico, Baldocchi, Luis Pereira, Zeca, Copeu e César Maluco. Depois dele, foi a vez de Norberto Madurga dar seqüência à tradição argentina no Palmeiras. Ele atuava de meia e de centroavante e, por isso, formou dupla com Leivinha, no ataque, e muitas vezes também ficou na sua reserva. Madurga jogou 62 partidas e fez 11 gols, antes de voltar para sua terra. Sob o comando do técnico Osvaldo Brandão, foi campeão paulista e brasileiro de 1972.

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