Palmeiras goleia na estréia de Leão

Nem Emerson Leão esperava uma estréia tão boa no comando do time do Palmeiras. O time não jogou tão feio como o técnico prometera na véspera e ainda goleou o Figueirense, de virada, por 4 a 1, hoje, em Florianópolis. A equipe alcança 16 pontos e deixa o adversário na última colocação do Campeonato Brasileiro, com dez pontos. O técnico Marco Aurélio pediu demissão do Figueirense logo após a partida. O Figueirense, que iniciou o jogo na zona de rebaixamento, pressionou a saída de bola do Palmeiras desde os primeiros instantes. O Palmeiras, sem um centroavante tradicional, tinha apenas Juninho na armação das jogadas. Axel e Carlos Alberto se revezavam na marcação e anulavam a produção do meia. Pedrinho e Marcinho estavam isolados na frente e quase não tocavam na bola. Sem o lateral-direito Baiano, que foi acompanhar seu julgamento no STJD, no Rio, o time de Palestra Itália abdicava dos avanços do substituto Correia. O jogo ficava concentrado do lado esquerdo, com Lúcio, que não teve sucesso no duelo com Marquinhos Paraná. Em um jogo truncado, a técnica de Edmundo ganhava destaque. Aos 9 minutos, após uma sobre o atacante veterano, o Figueirense abriu o placar, com Marquinhos Paraná. O lance foi irregular porque o ataque do time catarinense estava impedido e atrapalhou a atuação de Sérgio, que falhou na jogada. Aliás, o camisa 1 palmeirense, que substituiu Marcos (fora do jogo por causa de contusão), errou em outras duas jogadas. Uma delas parou na trave. Mas quando tudo parecia contra o Palmeiras, Pedrinho acertou uma bicicleta dentro da área do Figueirense e Nen só teve o trabalho de empurrar para dentro do gol: 1 a 1. O empate animou a equipe do técnico Leão, que passou a dominar a partida. Até buscou jogadas pelo lado direito. E foi numa delas que Juninho descobriu Pedrinho livre. O meia cruzou e Marcinho, o artilheiro da Brasileiro, agora com 9 gols, virou o placar. Com a vantagem no placar e o aumento do desespero do Figueirense, o segundo tempo foi como o Palmeiras queria. A equipe catarinense veio para o ataque e não tinha mais o ímpeto de Edmundo, que, cansado, não repetiu o desempenho dos primeiros 45 minutos, quando até chegou a chamar Marcinho Guerreiro para um duelo particular. Os espaços sobravam no meio-de-campo para a armação dos contra-ataques por parte de Juninho e Pedrinho. Em um deles, aos 14 minutos, Pedrinho lançou Marcinho Guerreiro, que surpreendentemente surgiu livre para cruzar e encontrar Reinaldo, que entrara no intervalo no lugar de Alceu. O Palmeiras só não aumentou a vantagem nos cinco minutos seguintes porque Edson Bastos fez duas grandes defesas. Mas o goleiro acabou contribuindo para Pedrinho marcar o quarto. No fim do jogo, um fato que mostra que a fase virou. O juiz inventou um pênalti de Nen em Edmundo. O atacante cobrou e a bola foi na trave, aliás, pela terceira vez no jogo. Contra o Atlético-MG, domingo, no Palestra Itália, Juninho não joga porque levou o terceiro cartão amarelo.

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