Palmeiras goleia São Paulo por 4 a 1 e assume vice-liderança

Com três pênaltis, time de Palestra Itália acaba com escrita de 10 anos sem ganhar do rival no Paulistão

André Rigue, estadao.com.br

16 de março de 2008 | 18h13

 Paulo Pinto/AEJúnior derruba Valdivia dentro da área e comete o primeiro pênalti do jogo em Ribeirão Preto  SÃO PAULO - O Palmeiras goleou neste domingo o São Paulo por 4 a 1 no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, em duelo válido pela 15.ª rodada do Campeonato Paulista. Com o resultado, o time alviverde se manteve na zona de classificação, agora em segundo lugar, enquanto o clube tricolor ficou fora do G-4. Veja também: Classificação Calendário e resultados Galeria de fotos do clássico Ouça os gols da vitória do Palmeiras na Rádio Eldorado/ESPN Muricy Ramalho pede punição para o atacante Kléber Luxemburgo: 'Ainda não conquistamos nenhum título' Para Marco Aurélio, arbitragem contra São Paulo é tendenciosa A goleada também foi especial para os torcedores do Palmeiras, que viram um jejum de 10 anos cair. A última vitória do time de Palestra Itália sobre o São Paulo, no Campeonato Paulista, havia sido em 29 de março de 1997, por 1 a 0, com gol do atacante Viola. Em boa fase, o Palmeiras completou seu nono jogo sem derrota - a última foi para o Guaratinguetá, em 6 de fevereiro. Já o São Paulo, novamente, mostrou que não está com o mesmo equilíbrio da última temporada. A torcida, que já pegava no pé do time, deve aumentar ainda mais a pressão. PROFESSORES E SUAS INVENÇÕES Como já é característico nos grandes clássicos do futebol paulista, os treinadores esconderam a escalação. Na papeleta, eles divulgaram apenas sete dos titulares. Os times só foram conhecidos quando entraram no gramado. E a "novidade tática" ficou por parte do São Paulo, com o lateral-esquerdo Júnior. O técnico Muricy Ramalho, acostumado a montar seus times com três zagueiros, optou, com Júnior, por um esquema mais ofensivo, no 4-4-2. Isso deu maior volume de jogo à equipe são-paulina. O Palmeiras, com Wendel no lugar do suspenso Pierre, ficou com o meio-campo vulnerável. Contudo, os times sofreram com o estado lamentável da grama do Santa Cruz. Por causa da chuva, o campo ficou cheio de poças - foi um festival de jogadores escorregando. E o gramado pesado contribuiu para um jogo violento, truncado, cheio de faltas - o lance mais desleal aconteceu aos 32 do primeiro tempo, quando Kléber, do Palmeiras, acertou uma cotovelada no zagueiro André Dias, que ficou com o supercílio aberto e teve de levar sete pontos. HABILIDADE DOS CRAQUESNum jogo recheado de craques, não há campo ruim que impeça o bom futebol. Ele, no entanto, só chegou no final da primeira etapa. Aos 39 minutos, na melhor jogada do time são-paulino, que é a bola aérea, o meia Jorge Wagner cobrou escanteio e encontrou a cabeça de Adriano. O Imperador mandou a bola no fundo das redes de Marcos. Mas a festa dos torcedores do tricolor foi estragada por um ex-são-paulino: o atacante Kléber. Quatro minutos após o gol do Imperador, o jogador do Palmeiras recebeu passe na meia-lua da grande área, deu um belo corte no zagueiro Juninho e chutou no canto de Rogério Ceni. Um lindo gol.  Palmeiras4Marcos; Élder Granja, Gustavo    , Henrique e Leandro; Wendel (Martinez), Léo Lima, Diego Souza     e Valdivia; Kléber (Makelele) e Alex Mineiro (Denílson)Técnico: Vanderlei Luxemburgo São Paulo1Rogério Ceni    ; Zé Luis, André Dias, Juninho     e Junior (Aloísio); Hernanes, Richarlyson    , Carlos Alberto     (Joílson), Jorge Wagner; Borges e Adriano    Técnico: Muricy RamalhoGols: Adriano, aos 39, e Kléber, aos 43 minutos do primeiro tempo; Denílson, aos 31,  Valdivia, aos 37, e Diego Souza, aos 50 minutos do segundo tempoÁrbitro: Flávio Rodrigues GuerraRenda: R$ 829.500,00Público: 28.422 (pagantes)Estádio: Santa Cruz, em Ribeirão PretoE DÁ-LHE PÊNALTINo intervalo do jogo, o técnico Vanderlei Luxemburgo disse que o clássico poderia ser decidido nos detalhes. E foi justamente assim que o Palmeiras conquistou sua vitória. O jogo no segundo tempo seguiu equilibrado até os 31 minutos, quando Valdivia recebeu carrinho de Júnior dentro da área e o árbitro Flávio Rodrigues Guerra marcou pênalti. O ex-são-paulino Denílson, que tinha acabado de entrar, foi para a cobrança e bateu no canto oposto de Rogério Ceni. O jogador, que havia dito que não comemoraria gol contra seu ex-time, vibrou como um garoto, batendo a mão no peito antes de ser abraçado pelos companheiros. A virada desestabilizou o São Paulo, que, aos 37 minutos, voltou a cometer outro pênalti infantil. O atacante Kleber recebeu cruzamento do meia Léo Lima, dominou a bola dentro da área e recebeu um empurrão de Juninho, que acabou sendo expulso. Valdivia cobrou, fez 3 a 1 e chorou na comemoração, como havia feito no clássico diante do Corinthians. Mas os torcedores do Palmeiras ainda viriam a sorrir com outro pênalti. Aos 50 minutos, Richarlyson, estabanado, derrubou Diego Souza. O próprio jogador foi para a cobrança e não perdoou Rogério Ceni. É a primeira vez no ano que o São Paulo leva quatro gols, o que deve deixar o clima tenso no Morumbi. Pelo Paulistão, o Palmeiras volta a campo no próximo sábado (22), para enfrentar o Paulista, em Jundiaí. Já o São Paulo pega o Guarani, no domingo (23), no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.

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