Palmeiras já sonha com a liderança

A euforia já toma conta do elenco do Palmeiras, até poucos dias cabisbaixo e assombrado pelo fantasma da Segunda Divisão. Bastou a goleada por 4 a 1 diante do Figueirense, quarta-feira, na estréia do técnico Emerson Leão, para o discurso otimista retornar, com força, no clube. E a opinião é unânime entre os jogadores. A equipe vai iniciar série de triunfos e alcançar a liderança da competição. Qual o motivo para esta radical mudança? A mão do treinador? Motivação extra pela troca de comando? Ou vergonha na cara de um grupo forte, mas com campanha de altos e baixos? A soma de tudo, dizem. "Esta goleada nos deu moral e logo estaremos brigando pela liderança," acredita o lateral-direito Correia. "Fizemos grande apresentação e podemos, sim, começar uma seqüência de vitórias", emendou Juninho. Num discurso bem diferente dos últimos dias, quando dizia ser responsabilidade dos atletas os maus resultados, o meia, talvez sem intenção, acabou alfinetando o demitido Paulo Bonamigo. "Os 4 a 1 provam que o algo estava errado no trabalho," disparou. No clima festivo, a única coisa que tira o sorriso do rosto de Juninho é o fato de não poder enfrentar o Atlético-MG, domingo, no Palestra Itália. Diante dos catarinenses, levou o terceiro cartão amarelo "em lance que nem falta foi." Desta maneira, o ataque formado por três meias de baixa estatura (Juninho, 1,67 m, Pedrinho, 1,69 e Marcinho, 1,71) e aprovado por Leão - alvo de gargalhadas e provocações entre os companheiros -, não será repetido no próximo jogo. "Uma pena", lamenta o campeão mundial, exaltando ser o gigante dos três. "O Pedrinho é um anãozinho em campo e o Marcinho disfarça por causa da cabeça", diverte-se. Contudo, não saiu ileso. "O Juninho é três em um: baixinho, queixudo e narigudo", retrucou Marcinho, artilheiro do Nacional com 9 gols e que buscará, diante dos mineiros, anotar pela 8.ª vez no Palestra Itália. O técnico Leão comemorou bastante a estréia com o pé direito. Mas não abriu mão de uma de suas principais características, a modéstia. "Fiquei feliz pelo resultado, pela vitória, e surpreso por ser a primeira fora de casa", disse. "Espero vencer mais vezes." Terá mesmo, pois após o duelo com o Atlético-MG, o Palmeiras fará quatro jogos longe do Palestra Itália: contra Flamengo, Atlético-PR, São paulo e Juventude. O Palmeiras perdeu o mando de campo no duelo diante dos paranaenses por causa dos incidentes no clássico com o Corinthians - na ocasião, Baiano também pegou gancho de 2 jogos por chutar a bola em Tevez e é desfalque domingo. Assim, dia 31, jogará em campo a ser designado pela CBF. Retorna a sua casa no dia 11 de agosto contra a atual líder, Ponte Preta. Chegaria ao duelo brigando pelas primeiras posições? Dificilmente, pois hoje soma 16 pontos, contra 26 dos campineiros.

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