Palmeiras joga bem, vence a Ponte e ganha moral

O Palmeiras mostrou neste sábado que o apoio da torcida e o faro de gol de Barcos podem ser decisivos para livrar o time para o rebaixamento. Com o Pacaembu praticamente lotado e a torcida empurrando o tempo todo, o time alviverde jogou bem e bateu a Ponte Preta por 3 a 0, nesta noite, em jogo da 27.ª rodada do Brasileirão. Foi a segunda vitória consecutiva dos palmeirenses.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Agência Estado

29 de setembro de 2012 | 22h56

O preocupante é que a equipe não vai poder contar com seus dois trunfos por muito tempo. Convocado pela seleção argentina, Barcos vai perder de dois a três jogos só na próxima rodada das Eliminatórias - e pode perder mais um jogo do Brasileiro em meados de novembro. Além disso, o Palmeiras só volta ao Pacaembu na penúltima rodada. Isso porque perdeu quatro mando de campos em punição imposta pelo SJTD e vai ter que jogar 100km longe de São Paulo.

Enquanto pode contar com o torcedor e com Barcos, autor de dois gols neste sábado, o Palmeiras comemora a vitória sobre a Ponte Preta, vai a 26 pontos, e fica a apenas dois de deixar a zona de rebaixamento - essa distância pode voltar a cinco pontos se o Coritiba vencer o São Paulo domingo.

O time tricolor, aliás, é o próximo adversário do Palmeiras no Brasileirão, domingo que vem, num clássico fundamental no Morumbi. Antes, a equipe joga contra o Millonarios da Colômbia pela Sul-Americana. A Ponte Preta, que reencontrou Gilson Kleina, seu ex-técnico, neste sábado, estacionou nos 34 pontos, em 12.º, ainda ameaçado pelo rebaixamento.

O JOGO - Empurrado pela torcida, o Palmeiras começou muito bem o jogo, impedindo que a Ponte Preta fosse muito além da linha do meio-campo. Logo com dois minutos, Marcos Assunção levantou na área e Artur quase fez de cabeça. Édson Bastos fez boa defesa. Aos cinco, Maikon Leite também tentou, acertando a rede pelo lado de fora.

A empolgação da torcida tornava o gol do Palmeiras só questão de tempo. E ele veio aos 12 minutos. Marcos Assunção cruzou, a zaga rebateu mal e Barcos estava lá para pegar o rebote, bater no canto esquerdo, e fazer 1 a 0.

A Ponte ainda se recuperava do golpe quando os donos da casa ampliaram. Maikon Leite roubou bola no lado direito do campo de ataque, foi à linha de fundo e cruzou para Barcos, livre, escorar para dentro do gol.

Depois disso, demorou para o jogo voltar a ter emoções. O Palmeiras jogava melhor, mas só assustava com Marcos Assunção, nas tradicionais bolas alçadas na área. A Ponte tinha em Nikão seu homem mais lúcido. Dois chutes dele deram trabalho a Bruno no fim da primeira etapa.

Apesar da saída do zagueiro Tiago Alves para a entrada do meia Rildo, a Ponte Preta permitiu que o Palmeiras pressionasse também no segundo tempo. Aos 5 minutos, Maikon Leite recebeu na cara do goleiro, mas errou no domínio e acertou o travessão. O terceiro gol veio com Marcos Assunção, que chutou de longe, rasteiro, sem força, mas contou com a ajudinha de Édson Bastos.

Quase que Barcos fez o quarto do Palmeiras, o terceiro dele no jogo. Aos 27 minutos, o argentino entrou na área, deixou um marcador no chão e chutou forte, carimbando a trave. No fim, Roger desperdiçou duas boa chance de descontar, num cabeceio para fora e num lance incrível, em que deixou o marcador no chão e, com Bruno batido, chutou por cima

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 3 X 0 PONTE PRETA

PALMEIRAS - Bruno; Artur, Thiago Heleno, Maurício Ramos e Juninho; Marcos Assunção (João Denoni), Márcio Araújo, Henrique e Valdivia (Daniel Carvalho); Maikon Leite (Mazinho) e Barcos. Técnico - Gilson Kleina.

PONTE PRETA - Édson Bastos; Tiago Alves (Rildo), Ferrón e Diego Sacomán; Cicinho, Baraka, Renê Júnior, Marcinho (Ricardinho) e Uendel; Nikão (Luan) e Roger. Técnico - Guto Ferreira.

GOLS - Barcos, aos 12 e aos 14 minutos do primeiro tempo; Marcos Assunção, aos 14 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Guilherme Ceretta de Lima (SP).

CARTÕES AMARELOS - Artur, Maurício Ramos, Thiago Heleno, Maikon Leite e Roger.

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 30.942 pessoas (total).

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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