Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Palmeiras joga no Pacaembu querendo paz com torcida

No reencontro após confusão na Argentina, Gilson Kleina pede para torcida 'jogar junto' com o time

Daniel Batista, Agência Estado

14 de março de 2013 | 08h05

SÃO PAULO - Todo mundo sabe que uma vitória é a melhor forma de jogadores e torcedores voltarem a conviver em paz. Principalmente no Palmeiras, onde a relação entre o campo e a arquibancada anda efervescente nos últimos tempos. A primeira chance de "trégua" será nesta quinta-feira, quando a equipe enfrenta o Paulista, às 20h30, no Pacaembu, em jogo adiado da 10ª rodada do Paulistão. Será o reencontro do elenco com a torcida após a confusão na Argentina.

Jogar ao lado da torcida causa preocupação extra ao técnico Gilson Kleina, que fez um apelo. "Queremos que o torcedor jogue junto. Ele é o nosso 12º jogador e é bonito vê-lo fazendo festa e gritando na arquibancada. A gente tem de voltar a ter química com a torcida", afirmou.

Com receio de mais torcedores irem ao Pacaembu atrás de confusão - inclusive os que estavam em Buenos Aires na semana passada, quando o elenco foi atacado no aeroporto -, o Palmeiras resolveu lançar uma campanha pedindo para que os palmeirenses façam denúncias contra torcedores infratores.

Serão estendidas faixas no gramado do Pacaembu, antes do jogo desta quinta-feira, pedindo para que quem identificar alguém em uma ação que prejudique o clube envie um e-mail para ouvidoria@palmeiras.com.br. Além disso, será pedido para que não sejam arremessado objetos no campo e que sinalizadores ou fogos de artifício sequer entrem no estádio.

Dentro de campo, o Palmeiras ainda tem pela frente seis jogos no Campeonato Paulista - três deles no Pacaembu - antes de voltar a disputar a Libertadores. Uma excelente oportunidade de o time embalar e ganhar confiança para a competição continental, pela qual jogará novamente apenas no dia 2 de abril, contra o Tigre.

A ordem é esquecer a competição continental - algo que parece ser inevitável, já que até a escalação de Gilson Kleina para o jogo conta com a influência da Libertadores. O treinador parece receoso de colocar o atacante Leandro na equipe e tirar Vinícius, porque o reforço que veio do Grêmio não está inscrito na Conmebol. "Tenho de pensar em dois times", admitiu o técnico.

A necessidade de vencer e conseguir marcar gols - algo que não acontece há três jogos - é grande e o treinador pode apostar nesta quinta-feira em uma formação mais ofensiva, com até três novidades. No meio, o meia-atacante Patrick Vieira ganha a vaga do volante Charles e fica responsável pela criação das jogadas ao lado de Valdivia. No ataque, Vinicius disputa posição com Leandro. E na lateral esquerda, Juninho entrou bem no clássico, substituindo o suspenso Marcelo Oliveira, e pode ficar no time. Machucados, o volante Souza e o atacante Maikon Leite continuam fora.

Gilson Kleina fez questão de defender o atacante Kleber e negar que pense em tirá-lo do time. "Temos plena confiança nele. Conversamos (após perder uma grande chance de gol na derrota para o Tigre) e, com certeza, se ele estivesse com ritmo, teria feito. Mas ele tem ousadia e coragem e logo a bola começa a entrar", projetou o técnico.

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