Adalberdo Marques/AGIF<br>
Adalberdo Marques/AGIF

Palmeiras leva seis do Goiás e cai para a lanterna do Brasileirão

Placar iguala a maior humilhação sofrida pelo clube na história do Brasileirão e pode comprometer luta contra o rebaixamento

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2014 | 20h38

Quatro dos seis gols que o Palmeiras sofreu na goleada para o Goiás nasceram de falhas da defesa. Os 6 a 0 igualam a pior derrota sofrida pelo clube na história do Campeonato Brasileiro – o mesmo placar havia sido aplicado pelo Inter, em 1981. A atuação catastrófica levou a equipe a afundou na lanterna do torneio. A equipe saiu vaiada do Serra Dourada e terá de se levantar emocionalmente para receber o Vitória, quinta-feira, no Pacaembu e continuar a brigar para não cair.

Aos 11 minutos, o Palmeiras perdia por 2 a 0. Com 36, era goleado por 4 a 0 e ainda tinha levado uma bola na trave por causa de problemas defensivos elementares e primários. Foram falhas de posicionamento e passes errados que um time na zona de rebaixamento não pode cometer sob o risco de afundar em uma crise sem volta. O desafio do técnico Dorival Júnior é fazer com a goleada histórica não comprometa definitivamente a luta contra o rebaixamento no ano do centenário.

O desempenho pífio – nas últimas seis partidas foi apenas uma vitória – mancha a história do clube. Coincidentemente, os jogadores entraram em campo com uma camisa alusiva à Arrancada Heroica, de 1942, evento de transição do Palestra Itália para Palmeiras. Ontem, não tiveram um desempenho à altura dessa história.

No primeiro tento, o mérito foi do Goiás. Esse gol não entra na conta do caos palmeirense. A defesa não conseguiu enxergar a trama em que Esquerdinha tocou e Ramon tocou no canto.

Na sequência do primeiro tempo, uma sucessão de falhas individuais evidenciaram como a equipe desmonta quando sofre um gol. O segundo tento foi uma falha grosseira do zagueiro Victorino, que entregou o ouro nos pés de Thiago Mendes na saída de bola. Esquerdinha ampliou a vantagem.

O enredo se repetiu aos 27: Victor Luís tocou nos pés de Erik que avançou e chutou na saída do goleiro Deola. Nove minutos depois, o árbitro interpretou como recuo uma bola em que Lúcio tentou chutar para a frente, mas a bola foi para trás. Não foi intencional, foi ruindade mesmo. David cobrou o tiro livre direto e marcou: 4 a 0.

Vale a pena observar a descrição dos lances para perceber como o Palmeiras ruiu por causa das falhas individuais. Sem fazer muita força, o Goiás mostrou um desempenho incomum – no início do jogo, a equipe tinha o segundo pior ataque do torneio. 

Abatido desde o segundo gol, o Palmeiras criou pouco. Os dois times apostaram em esquemas idênticos, com o meio congestionado por cinco jogadores e apenas um atleta à frente. No Palmeiras, apenas Diogo se salvou e estava à vontade na criação das jogadas. Participou de duas triangulações concluídas por Cristaldo. A melhor delas foi aos 21, quando o goleiro Renan fez bola defesa.

Dorival tentou dar uma sacudidela com três alterações no intervalo, mas a cova já estava muito funda. Henrique, substituto de Cristaldo, perdeu uma chance clara aos 21, no único lance que merece registro. 
O quinto gol, marcado por Thiago Mendes, foi mérito do time goiano, mas mostrou o nervosismo dos palmeirenses que não afastaram a bola.

Nervosismo evidente quando Allione foi expulso por um carrinho violento. Esse lance e a falha de Deola no sexto gol, aos 44, mostram que o Palmeiras estava perdido, humilhado por um placar que coloca o risco o seu futuro no campeonato.

FICHA TÉCNICA:

GOIÁS 6 X 0 PALMEIRAS

GOIÁS - Renan; Moisés, Jackson, Pedro Henrique e Léo Veloso; Amaral, David, Thiago Mendes (Murilo Henrique), Ramon (Welinton Junior) e Esquerdinha; Erik (Samuel). Técnico: Gilberto Fonseca (interino).

PALMEIRAS - Deola; João Pedro, Lúcio, Victorino e Victor Luis; Renato, Josimar (Bruno César), Allione, Juninho (Bernardo) e Diogo; Cristaldo (Henrique). Técnico: Dorival Júnior.

GOLS - Ramon, aos 7, Esquerdinha, aos 11, e Erik, aos 27, e David, aos 37 minutos do primeiro tempo; Thiago Mendes, aos 3, e Welinton Junior, aos 45 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Igor Junio Benevenuto (MG).

CARTÕES AMARELOS - Diogo, Jackson, David e Moisés.

CARTÃO VERMELHO - Allione.

RENDA - R$ 169.365,00

PÚBLICO - 7.845 pagantes.

LOCAL - Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO).

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