Palmeiras lida com o rótulo de favorito

Goleada sobre o São Paulo faz a equipe de Luxemburgo virar o 'alvo' dos adversários

Róbson Morelli, Jornal da Tarde

20 de março de 2008 | 20h21

Para Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras ainda é um time em formação, longe do potencial desejado. Para os adversários que ainda vão encará-lo no Campeonato Estadual - Paulista, Portuguesa, São Caetano e Barueri -, um time perigoso, favorito e com um meio-de-campo capaz de decidir o resultado do jogo. São os efeitos do placar elástico de 4 a 1 sobre o São Paulo, domingo, mesmo com equilíbrio na disputa durante boa parte do jogo. Veja também: Balanço do Palmeiras melhora, mas Timemania gera déficitDe Jundiaí, o treinador já recebeu a informação de que o adversário de sábado montará um ferrolho no setor de marcação, com três volantes, dois zagueiros e dois laterais preocupados com a defesa. Furar esse bloqueio fortalecido será o grande desafio do Palmeiras em busca de sua classificação. Pierre foi claro em suas palavras. "O Palmeiras é a equipe ser batido hoje, mesmo não estando em primeiro lugar na tabela." O líder do Paulista é o Guará, com 31 pontos. O Palmeiras é segundo, com 28.A preocupação de Luxemburgo nem é tanto com o poder de fogo da sua equipe. Ele acha que os homens de meio e do ataque são capazes de furar qualquer esquema mais defensivo tendo paciência e jogando o que treinam na semana. O alerta que o treinador faz é com a arbitragem. Ele teme a conivência dos árbitros ao antijogo, faltoso em excesso, amarrado. "A arbitragem precisa estar atenta a isso. Eu já sabia que o Paulista jogará com três volantes. E passei isso a eles. Cabe à arbitragem punir o antijogo. Temos de esperar para ver se essa marcação será no futebol ou fora dele."É claro que o treinador está preocupado com a situação. Teme que o Paulista abuse das faltas e das pegadas ilegais, não deixe seu time jogar, e não seja punido pelo árbitro."Na Libertadores, os times jogam duro, reforçam o meio, mas as jogadas fluem. O que posso dizer é que o Palmeiras vai jogar bola até o fim."Valdivia, Diego Souza, Léo Lima e Pierre são os quatro atletas do setor. Pierre é o quem tem menos cacoete ofensivo. Tem se destacado por sua marcação implacável. Mas nem ele escapa da sina ofensiva que Luxemburgo quer para a equipe nesta temporada. De cão de guarda apenas, Pierre começa a se soltar mais, sair para o jogo, chutar a gol."O professor me deixa com liberdade para fazer isso. E estou aparecendo mais na frente. É mais uma função que posso aprender."Com tal liberdade, o volante acredita poder enfim festejar seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras, e muito brevemente. "Está amadurecendo." Pierre está no clube há um ano e três meses. Seu último gol na carreira foi no empate do seu Atlético-MG com o Paraná pelo Brasileiro de 2004. "Faz muito tempo."Pierre será a única novidade do Palmeiras em relação à formação que bateu o São Paulo por 4 a 1. Ele entra no lugar de Wendel.VITÓRIA OU DERROTA?Luxemburgo recusou-se nesta quinta-feira a comentar sobre o julgamento de Kléber no Tribunal de Justiça Desportiva, marcado para segunda-feira. Teme ser punido. Não queria falar, mas falou. "Não dá para falar muito. Se falar, fico exposto. Esse Código Disciplinar é uma mordaça na gente. Estamos todos amordaçados. Por isso, digo que o futebol precisa rever o Código rapidamente. Sei até que pessoas da FPF vão ler o que acabo de falar e comemorar. ‘Calaram o Luxemburgo’. Mas isso é derrota, não vitória." Na súmula do clássico de Ribeirão Preto, nada de anormal foi registrado pelo árbitro.

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