Reprodução/Alex Instagram
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Palmeiras luta contra histórico desfavorável contra argentinos na Libertadores

Na única oportunidade em que conseguiu virar o placar sobre um time argentino e se classificar, sagrou-se campeão

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2018 | 05h00

Após perder para o Boca Juniors na ida por 2 a 0, o Palmeiras terá de repetir a semifinal da Libertadores de 1999, ano em que conquistou seu único título do torneio, para continuar sonhando com o bicampeonato.

Naquela oportunidade, com Luiz Felipe Scolari no banco e liderado por Alex em campo, o Palmeiras bateu o River Plate por 3 a 0 (com dois gols do meia e outro de Roque Júnior) no Palestra Itália, superou a derrota por 1 a 0 na primeira partida em Buenos Aires e avançou à final.

Na decisão, também inverteu (2 a 1) em São Paulo um resultado negativo sofrido no jogo de ida contra o Deportivo Cali na Colômbia (derrota por 1 a 0). 

"Todos os jogadores sabem a qualidade que eles possuem. Sabemos que vai ser difícil, mas temos condições", analisou o goleiro Weverton. "Não tem nada perdido. Podemos nos classificar", endossou Moisés.

O histórico contra rivais argentinos na Libertadores é desfavorável, principalmente diante do Boca Juniors. Contra a equipe de La Bombonera, o Palmeiras amarga eliminação na semifinal de 2001 (dois empates por 2 a 2 e derrota nos pênaltis) e título perdido em 2000 (dois empates: 2 a 2 em Buenos Aires; e um 0 a 0 em São Paulo).

Outro derrapada palmeirense contra adversário da Argentina ocorreu em 1968. Diante do Estudiantes, houve a necessidade de um terceiro jogo-desempate em Montevidéu (2 a 0 para o oponente), depois de uma derrota em La Plata (2 a 1) e uma vitória no Pacaembu (3 a 1).

Na Libertadores de 1995, desta vez com Felipão como adversário no Grêmio, o Palmeiras levou uma surra de 5 a 0 em Porto Alegre e por muito pouco não conseguiu o que era improvável: 5 a 1 no Palestra Itália, amargando outra eliminação.

Independentemente do cenário e histórico adversos, a torcida do Palmeiras vai lotar o Allianz Parque na quarta-feira e pressionar o Boca Juniors. Até ontem, mais de 35 mil ingressos já haviam sido vendidos antecipadamente. "Temos de fazer algo diferente neste jogo. Mas não tenho dúvida de que vai ter casa cheia e um clima favorável e tem tudo para dar certo", comenta, otimista, Weverton.

Depois de conquistar um importante empate contra o Flamengo no Maracanã, pelo Brasileirão, Felipão se preocupa com a confiança do elenco. "Temos a ideia de passar de fase, mas não sei como. O Boca é um grande time. Mas vamos passar."

 

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