Ernesto Rodrigues/AE
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Palmeiras mantém calma para definir treinador

Diretoria alviverde analisa os benefícios e os riscos de efetivar Jorginho no comando da equipe

Vitor Marques, Jornal da Tarde

13 de julho de 2009 | 21h01

O Palmeiras está em compasso de espera para anunciar a efetivação de Jorginho. Nem a saída de Carlos Alberto Parreira do Fluminense, nesta segunda-feira, alterou o cenário palmeirense. Internamente, a diretoria do clube analisa os benefícios e os riscos de transformar o interino Jorginho, que até então dirigia o time B, no técnico da equipe principal.

 

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A favor de Jorginho estão o fato de ele contar com apoio dos jogadores e o custo-benefício na montagem da comissão técnica. Contra a efetivação estão a inexperiência e principalmente o calibre dele, um treinador ainda em começo de carreira, para suportar uma sequência de resultados negativos.

 

O próprio Jorginho, após a vitória do Palmeiras sobre o Náutico, no último sábado, reconheceu que os bons resultados o ajudaram a ganhar moral no clube - com os jogadores, os torcedores e os dirigentes. Por outro lado, segundo ele mesmo admitiu, com duas, três derrotas, a situação muda de figura.

 

"O Palmeiras está passando um momento de transição. Mas ainda estamos avaliando a situação. Tudo faz parte de análise da diretoria", afirmou o gerente de futebol do clube, Toninho Cecílio, que não quis entrar em detalhes sobre quais critérios estão sendo usados para confirmar ou não Jorginho no cargo.

 

"O jogo contra o Flamengo (quarta-feira, no Maracanã) não pesa tanto. O que o Jorginho fez até aqui já o credencia para ser técnico do Palmeiras. Mas vamos esperar", completou o gerente de futebol, que confirmou que a diretoria palmeirense ainda estuda outros nomes para ocupar o cargo.

 

Ele, no entanto, desconversou sobre Parreira, que mantém boa relação com a Traffic, parceira palmeirense. Parreira, outro técnico de renome no futebol brasileiro, seria uma opção para o clube depois da tentativa frustrada para contratar Muricy Ramalho, com quem não chegou a um acerto financeiro.

 

"O Parreira poderia treinar qualquer equipe do Brasil, mas não o procuramos. Vamos seguir a linha de trabalho e esperar para ver", disse Toninho Cecílio, que não quis estipular um prazo para confirmar Jorginho no cargo. "Não adianta ter pressa e nem precisa, porque o time está respondendo muito bem. Podem ser cinco, dez dias."

 

O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, deve se reunir nesta terça-feira com Jorginho, que já manifestou interesse em ser efetivado - o também ex-jogador Evair poderia ser contratado para ser o seu auxiliar. "É possível sim", limitou-se a dizer o principal dirigente palmeirense.

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