Palmeiras monta a "Operação Boca"

A vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro, nos pênaltis, no Mineirão, pela Libertadores, mudou o ânimo do torcedor. Pela primeira vez nas últimas semanas, alguns apareceram na Academia de Futebol para prestigiar o treino do time e não para hostilizar o técnico Celso Roth, como vinha acontecendo. Aproveitando a lua-de-mel, a diretoria do clube espera que pelo menos 500 pessoas viajem a Buenos Aires para torcer pelo time contra o Boca Juniors, no primeiro confronto das semifinais da competição.Nesta sexta-feira, os dirigentes palmeirenses se reuniram com representantes de agências de turismo para acertar um pacote de viagem e acabaram fazendo acordo com a Agaxtur, a Tour House e a Nikkei Travel. O torcedor terá de pagar U$ 265,00 para ir no dia do jogo e voltar no dia seguinte. Estão incluídos passagem de avião e hospedagem. O ingresso será comprado à parte e custará cerca de US$ 80,00, preço que o Boca vem cobrando pelas cadeiras cobertas em partidas da Libertadores. "Procuramos facilitar a ida do torcedor para incentivar o time", afirmou o diretor de futebol Américo Faria.A "Operação Boca" foi esquematizada hoje pela diretoria. O Palmeiras recebeu comunicado oficial da Confederação Sul-Americana de Futebol confirmando o jogo para quinta-feira, às 21h40. A delegação treinará na terça-feira pela manhã em São Paulo e, em seguida, seguirá para a Argentina. A comissão técnica quer que os jogadores tenham pelo menos um dia inteiro para entrar no clima da partida em Buenos Aires. Na quarta, o elenco fará o reconhecimento do gramado do estádio La Bombonera.Apesar do clima de rivalidade entre brasileiros e argentinos, a diretoria do Palmeiras não preparou nenhum esquema especial de segurança. Dois homens contratados do clube viajarão com a delegação e a escolta do aeroporto para o hotel, em Buenos Aires, será feita por policiais locais. O maior temor é com a agitação dos torcedores do Boca em frente ao hotel, o que pode impedir os palmeirenses de dormir. "Vamos tomar as providências necessárias para que isso não aconteça", garantiu Américo Faria. As medidas serão a de reforçar a segurança no hotel, como já ocorreu no ano passado, quando o Palmeiras disputou o primeiro jogo da final da Libertadores também contra o Boca, em Buenos Aires.

Agencia Estado,

01 de junho de 2001 | 19h28

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