REUTERS/Andres Cuenca Olaondo
REUTERS/Andres Cuenca Olaondo
Imagem Robson Morelli
Colunista
Robson Morelli
Conteúdo Exclusivo para Assinante

Palmeiras não acaba na Libertadores

Vencer é ótimo, e o torcedor tem de festejar. Ele sabe, porém, que o time tem muito a ganhar

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2021 | 05h00

O Palmeiras é tricampeão da Libertadores. Em Montevidéu, o time paulista bateu o Flamengo por 2 a 1 e ganhou a competição sul-americana pela segunda vez seguida. Como já tinha o título de 1999, se juntou a um seleto grupo, que tem, entre outros, São Paulo (1992, 1993 e 2005), Grêmio (1983, 1995 e 2017) e Santos (1962, 1963 e 2011). É para poucos. A conquista da principal competição da América salva uma temporada em que o time foi muito badalado, mas ficou para trás em todas as outras disputas. O Palmeiras não poderia passar em branco. A torcida agora se enche de orgulho.

Os palmeirenses que estiveram presentes no Estádio Centenário vão guardar esse momento para sempre, contar para seus filhos e netos, de geração em geração. Da mesma forma, os palmeirenses que ficaram no Brasil, se reuniram em vários pontos da cidade para comemorar um feito e tanto.

Os arredores do Allianz Parque, o estádio do clube, se transformou desde as primeiras horas do dia. Não cabia mais ninguém. As ruas foram fechadas para facilitar a circulação. Era só alegria.

Vencer é muito bom, assim como é saber que esse Palmeiras, nos trilhos, vai continuar tendo a chance de disputar títulos para as competições que se dispuser. Não fosse um calendário marginal organizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o Palmeiras poderia ter tido melhor sorte em outros torneios. Uma hora vão ajeitar esse calendário, de modo a dar aos clubes mais bem organizados a oportunidade de festejar mais conquistas.

O mesmo pode se dizer do Flamengo, um rival à altura do feito do Palmeiras. Também badalado, o clube do Rio ficou com o Estadual e se vê com pouquíssima chance de tirar o Nacional do Atlético-MG, na iminência de ficar com a taça.

O ciclo do Palmeiras não acaba nesta Libertadores, e isso anima o torcedor. Nem acaba neste elenco. Haverá mais um Mundial de Clubes a ser jogado. Há Estadual, Copa do Brasil, Brasileirão e nova Libertadores em 2022. Não dá mais para duvidar. Embalado pela conquista da Libertadores, os sonhos se multiplicam.

E se as coisas estão andando dentro de campo, elas haverão de andar também fora dele. O clube tem um novo presidente, Leila Pereira, entusiasmada para deixar sua marca nesses três primeiros anos de mandato. Ela não vai poupar esforços para isso – nem dinheiro, imagina-se, uma vez que ela vem da patrocinadora Crefisa.

Um capítulo especial desta conquista foi escrito pelo técnico Abel Ferreira, com ideias novas e uma forma particular de ver futebol. Novo em seus 43 anos, nunca foi tão feliz. Ele é importante para o Palmeiras, assim como o Palmeiras é para ele. Deu liga. Seu futuro ainda é incerto, deve ficar e continuar dando alegria para os seguidores do time. Mas agora é hora de festejar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.