Palmeiras não sai do zero e é eliminado pelo Nacional

O Palmeiras não conseguiu marcar sequer um gol para buscar a classificação às semifinais da Copa Libertadores nesta quarta-feira. Depois de empatar por 1 a 1 com o Nacional no Palestra Itália, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo não passou de uma igualdade sem gols no Estádio Centenário, em Montevidéu. O resultado acabou garantindo o time uruguaio na próxima fase da competição, onde enfrentará o argentino Estudiantes ou o Defensor, também do Uruguai.

RAFAEL BRAGANÇA, Agencia Estado

17 de junho de 2009 | 21h34

Com a obrigação de marcar um gol para tentar levar a decisão ao menos para os pênaltis, o Palmeiras sentiu a pressão. No entanto, mesmo tendo alguns momentos de apatia na partida, a equipe foi para cima nos minutos finais e teve pelo menos duas chances claras de fazer o gol que valeria a vaga. Luxemburgo também tentou colocar o time no ataque, terminando o jogo com Keirrison, Ortigoza e Obina na frente.

No fim, foi o Nacional que conseguiu o seu objetivo, se retrancando atrás e buscando apenas os contra-ataques e os chutes de fora da área. Para se classificar, a equipe uruguaia nem precisou brilhar, com um futebol burocrático e eficiente. Depois de passar por rivais de mais qualidade, como Colo Colo e Sport, o Palmeiras acabou parando em um adversário bem postado na defesa, terminando assim com o sonho do bicampeonato na Libertadores.

O JOGO - O fato de jogar no Centenário lotado pela torcida adversária não intimidou o Palmeiras no início da partida em Montevidéu. O Palmeiras era melhor e buscava mais o gol. Com o Nacional fechado, porém, o time brasileiro tinha dificuldades para chegar perto da área. Assim, a primeira chance real de tirar o zero do placar veio em uma cobrança de escanteio.

Com oito minutos de jogo, Cleiton Xavier cobrou fechado e quase ia marcando um gol olímpico. Mas o goleiro Muñoz apareceu bem para dar um tapa e fazer a bola bater no travessão. Se não tivesse evitado o gol, Keirrison ainda estava na segunda trave para concluir. Depois do lance, a equipe brasileira seguiu bem, mas começou a perder o ímpeto que demonstrava nos primeiros minutos.

Aos 16 minutos, surgiu a primeira chance para o Nacional. Lodeiro cobrou falta de longe com violência e Marcos espalmou. Neste momento, o time uruguaio já procurava equilibrar a partida, mas o Palmeiras seguia ficando mais com a posse de bola. Sem se arriscar muito no ataque, os anfitriões apostavam nos chutes de longe. Foi assim aos 24, com o arremate de Romero, que levou perigo.

Depois do quase gol olímpico, o Palmeiras voltou a assustar com 30 minutos do primeiro tempo. Diego Souza chutou de dentro da área e não pegou bem. Na frente do gol, Keirrison ainda tentou desviar de leve para enganar o goleiro. A bola, porém, acabou saindo por cima da meta uruguaia. Daí pra frente, as emoções da etapa inicial no Centenário ficaram reservadas para as reclamações de pênalti.

Primeiro foram os jogadores do Nacional que cercaram o árbitro equatoriano Carlos Vera para pedir a penalidade. Em lance confuso na área, Biscayzacú chutou e a bola parou no braço de Cleiton Xavier. O juiz considerou o lance normal. Já aos 44, foi a vez de Armero tentar cruzamento e Coates mudar a trajetória da bola com o braço. Novamente, Vera nada marcou.

Se o Palmeiras deu indícios de que poderia conseguir o gol que tanto precisava no primeiro tempo, o início da segunda etapa em Montevidéu foi preocupante para o time brasileiro. Com a equipe apática e desorganizada, Luxemburgo decidiu arriscar. Primeiro tirou Willians para a entrada de Ortigoza. E, depois, já aos 19 minutos, partiu para o tudo ou nada: substituiu o zagueiro Marcão pelo atacante Obina.

A alteração quase deu resultado aos 25 do segundo tempo. Obina recebeu passe já dentro da área e chutou girando. No entanto, como estava sendo puxado pelo zagueiro adversário, acabou se desequilibrando e mandou para fora. Logo depois, Luxemburgo decidiu queimar sua terceira e última alteração na partida, colocando o volante Souza no lugar do lateral-direito Wendel.

Com o Palmeiras já nervoso pela necessidade do gol, a chance de ouro da partida veio aos 39. Quando o time mal conseguiu trocar passes, Ortigoza teve um lance de inspiração, invadiu a área e cruzou na cabeça de Obina. O atacante cabeceou bem, tentou tirar do goleiro, mas acabou errando o gol, com a bola passando rente à trave. Na sequência, o Nacional quase mata o jogo em contra-ataque desperdiçado por García, que chutou para fora na saída de Marcos.

Já aos 44, o time palmeirense ainda teve a última oportunidade de evitar a eliminação na Libertadores. Depois da saída errada de Muñoz, Cleiton Xavier foi esperto e tentou mandar por cobertura. Mas o goleiro da equipe uruguaia se recuperou no lance e conseguiu espalmar para escanteio.

Ficha Técnica:

Nacional 0 x 0 Palmeiras

Nacional - Muñoz; Romero, Coates e Victorino; Rodriguez, O.J. Morales, Arismendi, Lodeiro (Pereyra) e Domínguez; Medina (Morales) e Biscayzacú (García). Técnico: Gerardo Pelusso.

Palmeiras - Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Marcão (Obina); Wendel (Souza), Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Armero; Willians (Ortigoza) e Keirrison. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Árbitro - Carlos Vera (Equador).

Cartões amarelos - Domínguez e Lodeiro (Nacional); Diego Souza (Palmeiras).

Renda e público - Não disponíveis.

Local - Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai).

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