Palmeiras oficializa proposta ao Lemon Bank

Já está sobre a mesa do diretor de Marketing do Lemon Bank, Mauro Motoryn, a proposta de patrocínio elaborada pelo departamento de Marketing do Palmeiras. A documentação, que passou pelo visto final do presidente Mustafá Contursi, chegou nesta terça-feira ao escritório do banco, na capital. Dessa forma, embora nenhuma das partes confirme a informação, fica oficializada a negociação entre executivos da instituição financeira com representantes de Corinthians e Palmeiras. A idéia em estudo é de que a marca do banco, que tem ousada estratégia de marketing para entrar o mercado paulista, esteja estampada nas duas camisas. A fase de negociação não deve se estender muito, uma vez que o planejamento para 2004, tanto dos clubes quanto do banco, dependem diretamente da conclusão das conversas. "Fomos procurados pelos clubes e estamos em uma fase de análise, ainda não há nada fechado", afirmou Motoryn. As conversas com o Corinthians estão mais adiantadas. Para ser mais preciso, um passo à frente. O clube já encaminhou proposta e recebeu uma contra-oferta. A expectativa no Parque São Jorge é de que a resolução saia dentro de 15 dias. Já no Parque Antártica espera-se pela contraproposta do banco para que a negociação prossiga. Para os dois clubes o acerto com o novo parceiro é considerado essencial. Seria a única forma de concretizar as tão sonhadas contratações para a próxima temporada. É bom lembrar que a marca do Lemon Bank não substituiria a da Pepsi ou da Kolumbus, no Corinthians, ou da Pirelli, no Palmeiras. No caso do alvinegro, o espaço a ser explorado seria o do calção. Já os palmeirenses trariam a nova marca nas costas ou nas mangas. Dinheiro - Assunto sempre tratado com cuidado, a verba que seria investida em cada um dos times é o principal tema das reuniões entre executivos e representantes dos clubes. Isso porque provavelmente o montante não seria o mesmo, uma vez que o espaço utilizado é diferente. Dúvidas à parte, um aspecto é certo. Seja quanto for o capital investido, será utilizado para reforçar a equipe. De acordo com Motoryn, esse assunto não deve ser problemas. Com "know-how" de quem administra investimentos nos três clubes de Recife (Sport, Náutico e Santa Cruz), o executivo explica que implantar projeto desses nos dois maiores clubes de São Paulo seria absolutamente possível. O segredo para isso é simples: a transparência. E é com ela que Motoryn fala sobre sua experiência. "Todo mundo em Recife sabe quanto investimos em cada um dos três times", afirmou. "E são valores diferentes porque em um ocupamos a manga, noutro a frente da camisa." Empecilhos - Se por um lado existem aspectos que motivam o Lemon Bank a investir no futebol, outros desanimam. Parte dos problemas é responsabilidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), outra dos próprios clubes. "Para investir nós precisamos de calendários sérios", explicou o executivo. E vai um conselho para os marqueteiros de plantão. "Os clubes têm grandes marcas, mas trabalham mal."

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