Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Palmeiras paga todo mês para zagueiro Lúcio ficar em casa

Defensor tem contrato até dezembro e aguarda propostas

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2015 | 07h04

Imagine receber R$ 200 mil mensais para ficar em casa e não aparecer no serviço de jeito nenhum. Essa é a vida do zagueiro Lúcio desde que acertou sua saída do Palmeiras, em janeiro. Ele fez um acordo em que ficou decidido que continuará recebendo o salário, mas não poderá ir na Academia de Futebol.

O zagueiro tem contrato com o Palmeiras até dezembro. No fim do ano passado, após a disputa do Campeonato Brasileiro, teve uma conversa com o presidente Paulo Nobre e ficou decidido que estaria livre para procurar clubes. Enquanto isso, não deveria treinar na Academia de Futebol nem mesmo em horários alternativos. A decisão foi em conjunto, já que o defensor também não estava disposto a se sujeitar a tal atitude.

Desde então, surgiram sondagens de clubes da China, Austrália e até dos Estados Unidos, mas nada que fosse adiante. Enquanto isso, Lúcio tem mantido a forma frequentando academia e espera definir seu futuro em breve. Nem mesmo uma nova tentativa na Europa ou no futebol brasileiro é descartada, após passagens frustrantes por São Paulo e Palmeiras.

A diretoria do Palmeiras evita falar do assunto, até porque sabe que é uma situação constrangedora para as duas partes. Na verdade, a expectativa quando foi feito o acordo para ele não treinar mais no clube era que rapidamente Lúcio conseguisse um novo clube.

Caso permaneça ligado ao Alviverde até o fim de seu contrato, Lúcio ainda custará cerca de R$ 1,2 milhão. Além dele, outros jogadores que também estão ligados ao clube e não tem sido aproveitados são o goleiro Raphael Alemão e o lateral-direito Weldinho.

COMPORTAMENTO

A decisão de não deixar o atleta nem sequer fazer parte do grupo do técnico Oswaldo de Oliveira passa pela questão comportamental do jogador, assim como aconteceu nos tempos de São Paulo.

No dia a dia, Lúcio era mais respeitado por sua história do que querido. A postura dele em determinados momentos não agradava e isso ajudou na decisão de não deixá-lo frequentar a Academia de Futebol.

No jogo contra o Atlético-PR, por exemplo, no intervalo da partida, o zagueiro criticou duramente o jovem lateral-direito João Pedro falando que estava exposto porque o companheiro subia muito ao ataque.

A questão técnica também pesou para os dirigentes. Eles entenderam que Lúcio não tinha mais condições de continuar defendendo o clube.

A reportagem entrou em contato com o empresário do atleta, Tiago Antunes, mas ele não quis se manifestar. Para a vaga de Lúcio, chegaram Vitor Hugo, Jackson e Victor Ramos, que inclusive, deve atuar neste sábado contra o Mogi Mirim, no lugar de Tobio, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. 

Tudo o que sabemos sobre:
PalmeirasFutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.