Marcos de Paula/AE - 14/8/2011
Marcos de Paula/AE - 14/8/2011

Palmeiras perde de novo para o Vasco

Time de Felipão pressiona, mas acaba caindo outra vez diante do rival carioca

Moreno Bastos, Jornal da Tarde

15 de agosto de 2011 | 12h04

SÃO PAULO - Felipão mexeu aqui e ali e o Palmeiras cumpriu, em parte, o que prometeu. Três dias depois de perder para o Vasco em São Januário, pela Copa Sul-Americana, a equipe retornou ao estádio e jogou melhor do que os cariocas. Mas foi derrotada de novo, desta vez por 1 a 0.  O Palmeiras foi superior em marcação, volume de jogo e oportunidades de gol. Mas o ataque, setor que tem deixado até o goleiro Marcos de cabeça quente, repetiu os erros das últimas duas partidas e mais uma vez passou em branco.

Além da falta de pontaria, o time de Felipão teve outro problema ontem: fez faltas demais perto de sua área. Isso é péssimo quando o rival tem Juninho Pernambucano e Bernardo, dois ótimos cobradores. O veterano não estava com o pé bem calibrado, mas o novato estava e fez o gol da vitória vascaína.

A segunda derrota seguida para o Vasco foi tão dolorosa quanto a primeira. Na quinta, o Palmeiras ficou em situação difícil no torneio continental, já que precisa vencer por diferença de pelo menos três gols no jogo de volta para avançar. E no Brasileiro o Verdão não saiu da sexta colocação, além de ter perdido a chance de se aproximar dos líderes, que tropeçaram ontem.

Pé torto. Com Dinei no lugar de Maikon Leite no ataque, Kleber voltou a jogar em sua posição de origem, como segundo atacante. Mais solto em campo, o Gladiador se aproximou bastante de Valdivia, que voltou ao time após defender o Chile em amistoso contra a França. O meia ainda não reencontrou o seu melhor futebol, mas mesmo assim tinha espasmos de criatividade e fazia o Palmeiras aparecer na área do goleiro Fernando Prass.

A superioridade, porém, começou a esbarrar na má pontaria logo nos primeiros minutos. Valdivia, aos 14, ficou frente a frente com o goleiro do Vasco e chutou muito mal.

Dinei e Kleber – que em um lance chegou a dar um chapéu no goleiro rival – repetiram a falha do maestro do Palmeiras e desperdiçaram boas oportunidades para abrir o placar.

A equipe palmeirense dava a sensação de que venceria o jogo no segundo tempo, já que estava jogando melhor do que o Vasco. E quase abriu o placar logo aos dois minutos, quando Chico acertou o travessão vascaíno com uma forte cabeçada.

Aos poucos, o Vasco, que era muito lento e abusava dos erros de passes, foi crescendo na partida graças às substituições feitas por Ricardo Gomes. Bernardo entrou na vaga do apagado Éder Luís e Leandro, na de Juninho Pernambucano.

A partida esquentou, e não foi só na bola. Divididas fortes, empurrões e reclamações deram o tom do confronto, que teve dez cartões amarelos distribuídos pelo gaúcho Márcio Chagas da Silva, cinco para cada time.

Com Maikon Leite e Patrik em lugar de Luan e Dinei, o Palmeiras começou a ver sua superioridade desaparecer de maneira preocupante. As faltas se multiplicaram e os donos da casa aproveitaram a qualidade de seus cobradores. Enquanto isso, o Verdão sentia muita falta de Marcos Assunção, que estava suspenso – Chico, seu substituto, além de não bater bem na bola, foi um dos que mais faltas cometeram perto da área.

Outro foi Márcio Araújo, que, aos 35 minutos, parou Bernardo com uma falta de frente para Deola. O meia, que já havia acertado a trave palmeirense, não deu a menor chance ao goleiro.

Se com o placar em igualdade o Palmeiras pecava nas finalizações, com a derrota o nervosismo aumentou, assim como os erros. Vinicius, por exemplo, dominou um passe com a canela e, por causa disso, perdeu um gol na cara de Fernando Prass. No último lance, foi a vez de Maikon Leite dar uma furada bisonha e levar a torcida ao desespero.

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