Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação
Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Palmeiras põe a casa em ordem e vira exemplo a ser seguido no Brasil

A maioria dos grandes clubes do País chega ao final do mês de fevereiro com os compromissos financeiros bem equacionados

Almir Leite e Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2015 | 17h00

A maioria dos grandes clubes do País chega ao final do mês de fevereiro com os compromissos financeiros com seus atletas bem equacionados – embora ainda existam vários casos de débitos referentes aos direitos de imagens, parte integrante e importante do salário. Isso não significa, porém, que a situação esteja tranquila. Para pagar as contas, os clubes recorreram a expedientes surrados como venda de jogadores, antecipação de cotas de tevê e empréstimos bancários. Ou seja, honrar a folha continua sendo um grande desafio no Brasil.

Nesse contexto, o Palmeiras tornou-se um dos poucos “oásis’’ do futebol brasileiro. Apesar de ter penado dentro de campo até recentemente, o clube praticamente não atrasou o pagamento de salários, direitos de imagem e prêmios desde que Paulo Nobre assumiu para seu primeiro mandato na presidência. A consequência da fama de bom pagador é ser atualmente o clube preferido dos atletas no momento de fechar contrato.

Com as finanças equilibradas, em condição de oferecer bons salários, e honrar o compromisso assinado, o Palmeiras contratou até agora 19 jogadores para esta temporada. Trouxe, também, um técnico considerado do primeiro time, Oswaldo de Oliveira.


“Blindamos o elenco, o mês voltou a ter 30 dias e isso naturalmente atrai jogadores. Todo um trabalho feito e tudo o que a gente plantou, por mais duro que tenha sido, foi colhido agora’’, diz Nobre, referindo-se ao saneamento feito no primeiro mandato. O presidente, porém, não vê motivos para soltar foguetes. “Pagar em dia tem de ser obrigação, e não virtude.’’

O Flamengo, clube que durante décadas tinha presença cativa nas conversas quando o assunto era atraso no pagamento de salários, também parece ter entrado nos eixos. Ainda tem débitos salgados a quitar com vários jogadores que passaram pela Gávea, mas os compromissos com o elenco atual ao que consta estão em dia.

Tal quadro representa os resultados iniciais de um trabalho para melhorar a gestão do clube comandado pela administração do presidente Eduardo Bandeira de Melo. “Não vamos fazer loucuras, não vamos comprometer nosso orçamento’’, garantiu o vice-presidente de futebol Alexandre Wrobel. Esse será o lema para 2015. 

Bicampeão brasileiro, o Cruzeiro também não escapou dos atrasos nopagamento de salários – o presidente Gilvan de Pinho Tavares admitiu ter tido problemas para quitar os compromissos de janeiro – um período em que, sem o time jogar, as receitas diminuem drasticamente.

A solução foi negociar jogadores, entre eles Ricardo Goulart, Lucas Silva e Everton Ribeiro. “Não tínhamos a intenção de vender esses atletas, mas todo mundo sabe como anda a situação financeira dos clubes. Temos de vender para obter receita’’, lamentou.

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