Palmeiras por um fio na Mercosul

Com apenas 16% de chance de chegar às quartas-de-final da Copa Mercosul (www.infobola.com.br), o Palmeiras deixou de lado a calculadora, as mandingas, rezas e afins. Na partida desta terça-feira, às 16h, contra o Grêmio, no Palestra Itália, a ordem é simplesmente "jogar". O time de Celso Roth precisa vencer os gaúchos por uma boa margem de gols e ainda torcer por uma combinação pouco provável de resultados: empate entre Independiente e Colo Colo, derrota do São Paulo diante do Vélez Sarsfield, vitória do Corinthians sobre o Cruzeiro e, no máximo, um empate do River Plate contra o Universidad de Chile.Diante desse cenário, agravado pela pressão que conselheiros da oposição e torcedores fazem para forçar a saída do treinador e de alguns jogadores, entre eles Lopes, que não deve jogar por causa de dores no joelho direito, e Tuta, que se tornaram os alvos prediletos durante os jogos, Roth não quer seus atletas preocupados com a classificação. "Precisamos jogar e vencer, independentemente das conseqüências desse resultado", afirmou.Ele não admite, mas a maior motivação dos palmeirenses para vencer a partida desta terça-feira não é a possibilidade de passar para a próxima fase da competição sul-americana. Todos sabem que, depois da derrota para a Portuguesa, no sábado, pelo Campeonato Brasileiro, outro resultado negativo, mesmo num jogo com expectativa mínima de classificação, pode incendiar o ambiente. Para piorar, Pedrinho, que não está inscrito, e Galeano, que vai cumprir suspensão, não jogam. Entram Tiago Gentil e Taddei.Nova fase - O goleiro Marcos é um privilegiado no elenco do Palmeiras. A exemplo de alguns atletas, como Pedrinho, Galeano e Muñoz, ele é poupado pela torcida. Por isso, somado ao moral que tem por ser o titular da seleção brasileira, Marcos fica à vontade para explicar o que, em sua opinião, acontece com a equipe. "O Palmeiras era um time acostumado a vencer", observou. "Teve grupos que a toda hora estavam disputando finais. Mas venderam duas equipes inteiras e fica difícil se acostumar à nova realidade."

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