JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Palmeiras pretende usar o Flamengo para negociar com a Adidas

Clube quer ganhar perto dos R$ 30 milhões que o time carioca recebe por ano. Meta é superar o Flu, que arrecada R$ 20 milhões

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2014 | 07h07

Um dos pontos mais importantes que a diretoria do Palmeiras tenta resolver antes das eleições é a negociação com a Adidas, fornecedora de material esportivo para a equipe. O vínculo atual se encerra em dezembro e ainda existem algumas divergências entre o clube e a empresa. O presidente Paulo Nobre quer uma valorização da marca do time.

O contrato atual é considerado muito ruim para o clube, na opinião de conselheiros e alguns membros da diretoria. O contrato começou em 2010 e foi assinado pelo ex-presidente Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo. O clube recebeu até 2013, R$ 17 milhões e, nesta temporada, por ser ano de centenário, o valor subiu para R$ 19 milhões. A indignação dos palmeirenses é que o Fluminense, que em todas as pesquisas mostra ter uma torcida menor e consome menos, recebe R$ 20 milhões por temporada. Nestes valores não são contados a quantia gasta pela Adidas no fornecimento do uniforme.

Uma carta na manga dos palmeirenses é o fato de o clube ser o quinto que mais vende camisas da marca em todo o mundo, atrás apenas de Real Madrid, Milan, Chelsea e Bayern de Munique. O fato de ter sido lançado vários novos modelos neste ano, para comemorar o centenário, impulsou as vendas.

O sonho de Nobre é conseguir fechar um acordo que se aproxime do pomposo contrato recebido pelo Flamengo, que arrecada cerca de R$ 30 milhões por temporada em um contrato de dez anos, além de um aumento nos investimentos do material esportivo.

Além da questão financeira, os dois lados do negócio reclamam da visibilidade. O Palmeiras acredita que a empresa poderia distribuir mais material para ser vendido nas lojas. A camisa amarela, que fazia referência à seleção brasileira, por exemplo, fez tanto sucesso que muitos torcedores reclamaram de dificuldade para comprá-la. A Adidas acha que o clube deveria ter trabalhado mais o marketing e a marca nas ações para celebrar o centenário.

Embora Nobre bata o pé e não abra mão de aumentar os valores, um ponto joga contra o Palmeiras. Algumas empresas sondaram o clube, mas nenhuma chegou com proposta e disposta a assumir o posto da Adidas, de fato. A Under Armour, empresa inglesa que está chegando ao Brasil, e a Puma foram algumas das que sondaram, mas o interesse não foi adiante.

Apesar das contradições, os dois lados acreditam em um final feliz, já que, na somatória, os dois estão felizes com a parceria. A ideia é renovar o contrato por mais duas temporadas e a intenção é deixar tudo bem encaminhado, mas a assinatura do novo acordo seria feita só depois da eleição presidencial do clube, dia 29 de novembro.

NOBRE REFORÇADO

Luiz Carlos Granieri, que tentou se candidatar na eleição do Palmeiras, mas não passou pelo filtro dos conselheiros, resolveu apoiar Nobre na disputa contra Wlademir Pescarmona.

O conselheiro alega que suas ideias são mais parecidas com as do atual mandatário do que o oposicionista. Na prática, Granieri pode levar poucos votos para Nobre, mas a expectativa é que a disputa seja bem equilibrada, por isso o apoio é considerado bem-vindo. Essa será a primeira eleição em que os sócios poderão votar.

Tudo o que sabemos sobre:
PalmeirasFlamengoFutebolAdidas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.