Palmeiras promete levar caso às últimas conseqüências

Diretoria agora afirma que pagou R$ 400 mil ao meia, que teria comprado uma BMW branca com o dinheiro

Juliano Costa, Jornal da Tarde

25 de outubro de 2007 | 20h08

Com um pré-contrato assinado por Thiago Neves, o Palmeiras promete levar o caso às últimas conseqüências para ter o jogador em 2008 ou, ao menos, receber a multa pela quebra desse documento assinado em agosto: R$ 2,4 milhões.   Veja também: Palmeiras tem contrato com Thiago Neves e agente reclama Diretoria esquece Thiago Neves e paga jogadores do Palmeiras Thiago Neves diz que assinou por influência de ex-empresário   "Nós queremos contar com o jogador, mas, se não for possível, boa sorte para ele", diz o diretor de futebol do Verdão, Savério Orlandi. "O que não deixaremos de fazer é brigar por nossos direitos."   O pré-contrato foi assinado em 18 de agosto. Thiago Neves viajou do Rio de Janeiro para São Paulo em companhia do empresário Luiz Alberto de Oliveira, que já havia sido "parceiro" do Palmeiras nas contratações de Pierre e Gustavo - que pertenciam ao Paraná, exatamente como Thiago Neves.   O Palmeiras pagou ao meia R$ 400 mil de adiantamento. Com o dinheiro, o jogador comprou uma BMW branca. Até os salários já estavam estabelecidos: R$ 75 mil no primeiro ano, R$ 90 mil no segundo, R$ 100 mil no terceiro e R$ 110 mil no quarto. Rapidamente, a notícia do pré-contrato vazou na imprensa - sendo negada com veemência pelo Palmeiras.   Ressabiado, o técnico do Flu, Renato Gaúcho, barrou Thiago do time. Pressionado, o meia passou a ouvir seu outro empresário, o carioca Leo Rabello, que detém 68% de seus direitos (os outros 32% são de Oliveira). Resultado: Thiago acabou prorrogando seu vínculo com o Flu.   "Essa é uma questão que só a Justiça vai poder definir", diz Savério. Segundo ele, o Palmeiras ainda não decidiu se irá à Justiça do Trabalho (já que possui um contrato com Thiago) ou à Justiça Desportiva.   O advogado Augusto Mafuz, que representa o empresário Oliveira, diz não ter dúvidas que o Palmeiras é quem está certo na questão - o clube procurou o jogador seis meses antes do fim de seu contrato com o Flu, o que está dentro da Lei Pelé. Esse argumento é rebatido pelo clube carioca, que lembra que o contrato de Thiago, na verdade, é com o Paraná e vai até 2009 - ele está apenas emprestado ao Fluminense até o fim do ano.   O Palmeiras, por sua vez, tem um documento assinado pelo ex-presidente do Paraná, José Carlos de Miranda, liberando o atleta. E é aí que mora outro problema: como Miranda foi afastado do cargo, conselheiros do Paraná entraram na Justiça tentando barrar essa liberação de Thiago ao Palmeiras.

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