Palmeiras promete ser duro com cambistas

O Palmeiras abriu uma frente contra a ação dos cambistas, principalmente quando os jogos forem no Parque Antártica. O presidente Mustafá Contursi ficou indignado com a denúncia publicada pelo JT, edição de sexta-feira, de que um cambista teria dado R$ 1 mil a um dos bilheteiros do clube, que teria ficado com R$ 200 de ?comissão?.O dirigente disse que vai até o fim para apurar as responsabilidades. Ao mesmo tempo, ordenou que todos os funcionários que trabalharam naquela bilheteria assinem uma procuração autorizando o Departamento Jurídico, designado para apurar os fatos, a tomar as "providências cabíveis". "Quem não quiser assinar vou mandar embora por justa causa", ameaça Mustafá Contursi.A luta do Palmeiras contra os cambistas é antiga. Recentemente, o clube enviou um ofício ao secretário de Segurança Pública pedindo autonomia para agir à sua maneira para controlar a venda de ingressos para estudantes, professores e aposentados - que custam a metade do preço e por isso são os favoritos dos cambistas para conseguir os bilhetes. "A Secretaria de Segurança entendeu a nossa preocupação com o sistema de controle, que é o mais rigoroso possível", observa o dirigente.De acordo com Mustafá Contursi, os seus fiscais exigem que o estudante, professor ou aposentado apresente identificação na bilheteria e no acesso ao estádio. Caso contrário, a catraca não é liberada. "Às vezes, verifica-se algum tumulto na entrada, mas isso é melhor do que permitir que esses ingressos caiam nas mãos dos cambistas."Entre os bilheteiros que trabalharam na venda de ingressos para o último jogo da Série B do Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo, não havia freelancers. Eram todos funcionários do clube. Por isso mesmo, o presidente do Palmeiras faz questão de ir até as últimas conseqüências para apurar a veracidade dos fatos.Sobrou crítica até para o JT, que cumpriu sua obrigação de denunciar a ação dos cambistas. "A matéria poderia até ter nos ajudado. Mas não revelou os nomes do bilheteiro nem da pessoa (cambista) que teria dado o dinheiro", critica Mustafá. "Por isso, vamos apurar o caso até o fim."

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