Arquivo histórico do Palmeiras
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Palmeiras promove retrospectivas pelos 75 anos da Arrancada Heróica

Clube resgata título paulista de 1942 com ações em 2017 no uniforme, no centro de treinamento e na festa

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2017 | 15h43

O 20 de setembro marca o ápice de uma data comemorativa que permeia todo o ano de 2017 do Palmeiras. Nesta quarta-feira se completam 75 anos do título do Campeonato Paulista de 1942, uma conquista marcante por ter sido a primeira depois de o clube adotar o nome atual e de relevância histórica a ponto de ao longo desta temporada, ser relembrada em diversos atos de homenagem.

Uma das primeiras ações no ano foi em janeiro, na inauguração do novo hotel e concentração da equipe, na Academia de Futebol. O local foi batizado como "Centro Crefisa - Capitão Adalberto Mendes", em referência ao líder da equipe que conquistou o título. Ainda nesta temporada o clube lançou uma terceira camisa, usada no último jogo, contra o Coritiba, também em referência à data.

Em outros gestos, a diretoria também resgatou a importância daquele título durante a festa de aniversário do clube, em agosto. A Arrancada Heróica de 1942 foi o tema de festa. Inclusive, a filha de Adalberto Mendes, Terezinha, recebeu uma homenagem no evento pela memória de seu pai. As celebrações ainda não terminaram. Nesta quarta-feira, a loja Academia Store, na Rua Augusta, receberá uma exposição de troféus do Palmeiras para marcar a data. O ex-jogador Ademir da Guia estará presente.

Mesmo em meio a tantos títulos nacionais e internacionais, o Paulista de 1942, apesar da abrangência local, é uma das conquistas mais relevantes para a história do Palmeiras. O feito se insere em um contexto histórico complicado, de Segunda Guerra Mundial. O governo brasileiro na época pressionou para que fossem eliminadas nomes com referências a inimigos do País no Conflito. Então, o nome de Palestra Itália, em vigor desde 1914, precisou ser abandonado.

Entre março e setembro de 1942 o clube usou o nome provisório de Palestra de São Paulo, até que em 14 de setembro resolveu adotar de vez o Palmeiras como nome, por sugestão de Mário Minervino, membro da diretoria. Seis dias depois a equipe "estrearia" no clássico no Pacaembu com o São Paulo, rival que foi bastante crítico à influência italiana no clube alviverde.

Naquele clássico o capitão do Palmeiras, Adalberto Mendes, teve a ideia de entrar no gramado com uma bandeira do Brasil, para selar a paz. O Alviverde vencia por 3 a 1 até ter um pênalti marcado a favor. Os são-paulinos ficaram inconformados com a decisão e abandonaram o gramado. O time palmeirense ficou em campo até o fim do tempo regulamentar para festejar a vitória e o título daquele campeonato, decidido no formato de pontos corridos.

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