Palmeiras pronto para pegar Marcelinho

A rivalidade que Marcelinho Carioca provocava nos palmeirenses resiste forte entre os torcedores - e será uma atração extra no confronto de sábado à tarde no Palestra. O ódio pelo eterno corintiano será combustível da torcida palestrina contra o Brasiliense, onde hoje Carioca desfila - agora, de cabelos encaracolados. Os jogadores, o entanto, querem ficar longe disso. "Essa bronca é mais coisa de torcedor", observa Correia. "Em campo, a preocupação com o Marcelinho é a mesma que temos com qualquer outro jogador do Brasiliense. Nossa atenção deve ser igual em cima de qualquer um."Na verdade, Correia, assim como o técnico Paulo Bonamigo e os demais jogadores, no momento têm outras prioridades. Com a chegada dos últimos reforços, o treinador tem incentivado a concorrência. Bonamigo deixou claro para titulares e reservas que não há ?cadeira cativa? na equipe. Com isso, a motivação aumentou. O coletivo desta quarta-feira, de novo, foi disputado como se fosse um jogo. "O ambiente mudou da água para o vinho. O Bonamigo conseguiu motivar todo mundo. Dá para perceber isso nos treinamentos. Todo mundo trabalha com vontade, sabendo que o treinador vem observando titulares e reservas com a mesma atenção. Isso é bom porque quem sai ganhando com isso é o Palmeiras."Como havia prometido na terça-feira, Bonamigo já deu um basta no esquema com o terceiro zagueiro. No coletivo desta quarta o time titular já treinou com a formação tradicional - o 4-4-2. Mas, por uma questão de cautela e de limitação no elenco, o treinador ainda se vê obrigado a escalar o meio-de-campo com três volantes e só um meia. No futuro, ele pretende jogar com dois meias ou até mesmo três atacantes. "Só não posso chegar aqui e mudar tudo de uma hora para a outra", diz Bonamigo.Na prática, porém, o técnico até que ousou demais. Além de ter abolido o terceiro zagueiro, cedeu a um velho desejo da diretoria: não escalou Correia na lateral-direita. Desde a época de Candinho os dirigentes vinham ?torcendo? contra a improvisação do volante na lateral. Essa foi uma das razões que ajudaram a derrubar Candinho, que se negou a dar chance aos dois jogadores da posição, André Cunha e Bruno, contratados no início do ano. "O Candinho dizia que eu e o Bruno éramos muito verdes para jogar. Nunca concordei com ele mas sempre procurei respeitar", observa André Cunha.Agora que a chance se ofereceu, André Cunha vai procurar o seu espaço. Qualificação é o que não lhe falta, garante. "Eu, inexperiente? Fiz 41 jogos no time principal da Ponte Preta e acho que fui bem. Aqui, só joguei umas três ou quatro partidas. E mesmo assim, quando o time não estava bem."

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