Palmeiras quer casa cheia para voltar a ficar entre os quatro

'Queremos muito dar alegria a essa torcida maravilhosa', afirma o volante Makelele, empolgado

Juliano Costa, Jornal da Tarde

15 de outubro de 2007 | 19h48

O fantasma do Palestra Itália, que rondou o Palmeiras no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, já foi exorcizado faz tempo. O time agora tem seu estádio como aliado e conquistou 12 dos 15 pontos que disputou jogando em casa no returno. Se mantiver esse rendimento, a equipe não têm dúvida de que chegará à Libertadores. "Temos que fazer a lição de casa e, quem sabe, beliscar uns pontos fora. Assim, a gente alcança a classificação", diz o volante Makelele. A torcida promete apoiar. Todos os 20 mil ingressos de arquibancada para o jogo contra o Paraná, sábado, no Palestra, já foram esgotados, segundo a assessoria do clube, graças à promoção da Nestlé - três pacotes de bolacha davam direito a um ingresso. Boa parte das entradas está nas mãos de cambistas. Nas bilheterias, restam apenas 4 mil ingressos para cadeiras numeradas cobertas (R$ 60) e descobertas (R$ 50). "Espero que a torcida faça aquela mesma festa bonita que fez no jogo contra o Grêmio. Quando a torcida joga junto, a confiança sempre aumenta", disse o meia Caio. "Queremos muito dar alegria a essa torcida maravilhosa", emendou Makelele, empolgado. Com 51 pontos, o Palmeiras divide a quarta colocação com o Grêmio, mas perde para os gaúchos nos critérios de desempate: tem uma vitória a menos (15 a 14). Santos, com 52, e Cruzeiro, com 53, são os outros rivais na luta pela classificação para a Libertadores. De acordo com o matemático Tristão Garcia, do site Infobola, o Palmeiras tem 68% de chances de ficar com a vaga, contra 55% do Grêmio, porque terá mais jogos em casa que o time gaúcho até o fim do campeonato: quatro contra três. "Não podemos tropeçar no Palestra", diz Makelele.  A conta é simples: se o Palmeiras vencer seus quatro jogos em casa, bastaria mais uma vitória como visitante para obter a classificação. Até o fim do Brasileiro, não haverá mais os confrontos diretos entre Palmeiras, Santos, Grêmio e Cruzeiro. Os dois últimos ainda enfrentam o líder São Paulo, mas os demais jogos serão todos contra adversários que lutam para não cair. "Às vezes, é bem mais difícil enfrentar esses times desesperados, porque eles vêm mais ligados, fechados na defesa e tentando explorar os contra-ataques", diz Makelele. O técnico Caio Júnior compara o Paraná, adversário de sábado, com o Náutico, que deu trabalho há três semanas, no Palestra. "Vai ser mais um jogo complicado. Contra o Náutico, foi um sufoco", disse o treinador, sobre a virada por 2 a 1 em cima dos pernambucanos. Os únicos desfalques contra o Paraná serão Martinez e Edmundo, ainda machucados. Wendel, que cumpriu suspensão contra o Santos, pode voltar na vaga de Paulo Sérgio.

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