Palmeiras quer esquecer viagem à Índia

A grande maioria dos jogadores do Palmeiras B que disputou o Torneio IFA Shield fez uma viagem internacional pela primeira vez. Emoção, orgulho foram sentimentos que não passaram pela cabeça dos palmeirenses. Pelo contrário, quase todos querem esquecer o "passeio" pela Índia, onde ficaram 20 dias. "Parecia que estávamos no inferno em Calcutá; é uma cidade horrível, muito feia, cheia de mendigos, o trânsito é péssimo e a comida apimentada demais", afirmou Robson Barbosa, lateral-direito e capitão da equipe. "No começo a gente se assustou um pouco, mas depois se acostumou", acrescentou o técnico Humberto Ferreira.O tempero utilizado na alimentação foi o que provocou mais estranheza no grupo. Tanto que alguns entendidos em gastronomia "invadiram" a cozinha do hotel em que a delegação estava hospedada para ensinar os cozinheiros a fazer feijão. Quem puxou a fila foi o supervisor Marcelo Lucas. "Apenas orientamos, ajudamos a resgatar um pouco da nossa cultura, mas a comida deles é boa."Depois que o chefe indiano aprendeu a usar o tempero brasileiro, os jogadores passaram a comer com mais gosto. E, aos poucos, foram se acostumando com a cultura da Índia. Mesmo assim, não viam a hora de retornar para o Brasil. "Parece que passamos dois meses lá", disse Robson. O time chegou no dia 20 de setembro e disputou cinco partidas. Havia vencido três e empatado uma. A última não terminou.A Índia, um dos países mais pobres do mundo, tem altíssimo nível de analfabetismo e desemprego. O povo é fanático por esporte e lotou os estádios na maior parte dos jogos. O Palmeiras foi a grande sensação do torneio. Os organizadores utilizaram o nome do clube brasileiro para atrair público.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2001 | 20h02

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