Palmeiras quer ganhar o clássico sem pensar em 'dinheiro'

Insatisfeita com o desempenho do time, torcida cobra e diz que vitória sobre 'rival da segunda' é obrigação

Juliano Costa, Jornal da Tarde

29 de fevereiro de 2008 | 09h26

A torcida do Palmeiras já avisou na semana passada, durante o inesperado empate contra o Rio Preto, que marcou a volta da equipe ao Palestra Itália: "É obrigação ganhar do time da segunda divisão". Esse clima de insatisfação e revolta é fruto também da frustração por o time ainda não ter correspondido às expectativas geradas pelo alto investimento feito para este ano. Veja também:  Palmeiras lançará 'bilhete único' para jogos no Palestra Corinthians e Palmeiras devem jogar com seus uniformes 3 no clássico? Foram nove contratações, que custaram R$ 19 milhões. A maior parte (R$ 17,5 milhões) foi investido pela Traffic, parceira do clube, que bancou a vinda de Diego Souza (R$ 10 milhões), Henrique (R$ 6 milhões) e Lenny (R$ 1,5 milhão). O resto foi pago pelo próprio clube no empréstimo de Kléber e em luvas para as contratações de Elder Granja e Alex Mineiro. Desde a época da Parmalat, nos anos 90, o palmeirense não via tanto dinheiro investido ser no time. Daí a expectativa criada para a temporada. "Acho que, independentemente dos valores investidos, é preciso tempo para que o time se acerte em campo", diz o meia Diego Souza, cuja contratação foi mais cara do que a de todos os 15 reforços do Corinthians juntos. Autor de um dos gols na modesta vitória por 2 a 0 contra o Cene, que assegurou o Palmeiras na segunda fase da Copa do Brasil, Diego Souza admite que o time "ainda precisa melhorar muito". Até agora, foram quatro vitórias, quatro empates e três derrotas no Paulistão - uma campanha irregular e que deixa o time na nona colocação, quatro pontos atrás do rival. "Esse jogo de domingo é decisivo para a gente", afirma Diego Souza. Com a nova comissão técnica e reforços badalados, a folha salarial do Palmeiras aumentou 40% em relação ao ano passado, mas ainda assim é R$ 200 mil mais barata que a do Corinthians - R$ 2,5 milhões do clube alvinegro, contra R$ 2,3 milhões do lado alviverde. A explicação para isso é que o Palmeiras se livrou, no fim da temporada passada, de pelo menos dez jogadores que custavam muito e rendiam pouco, como Claudecir, Daniel e Muñoz. Mesmo assim, ainda tem de pagar R$ 70 mil ao esquecido Marcelo Costa e mais de R$ 100 mil ao agora reserva Dininho - salários maiores que os de Elder Granja, Henrique, Lenny, Kléber, Léo Lima, Alex Mineiro, Jorge Preá e Denilson, todos contratados neste ano.

Tudo o que sabemos sobre:
Palmeiras

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.