Palmeiras quer reabilitação em novo duelo contra Vasco

Os jogadores de Palmeiras e Vasco parece que combinaram o discurso para o confronto deste domingo, às 16 horas, em São Januário, pelo Brasileirão. As equipes resolveram esquecer o jogo realizado na última quinta-feira, quando o time carioca bateu o paulista por 2 a 0, em partida válida pela Copa Sul-Americana. A situação agora é totalmente diferente.

DANIEL BATISTA, Agência Estado

14 de agosto de 2011 | 09h17

As equipes estão com os mesmos 27 pontos e o duelo pode valer a manutenção no G-4, que para o Vasco não significa muita coisa, já que o time foi campeão da Copa do Brasil e tem vaga para a Libertadores assegurada. Mas para o Palmeiras seria uma forma de amenizar o clima ruim que ficou após a derrota no último confronto.

O atacante Dinei, que deve ser uma das novidades na equipe, acha que existe um exagero em relação a pressão sobre os jogadores. "Estamos bem no Brasileiro, o que mostra que temos qualidade. A equipe está ciente que precisa melhorar, mas não podemos achar que está tudo errado só por causa de um resultado ruim em um jogo", disse o jogador.

Mas a pressão sobre o elenco vem até do próprio Felipão, que, irritado com as sucessivas falhas de posicionamento da defesa e com a falta de criatividade do meio e ataque, resolveu mexer por atacado na equipe. A intenção é dar maior força física e altura para o time. Ele acredita que, com isso, poderá diminuir as falhas na defesa.

Quem ganha com isso é o volante Chico, de 1,86m, que fica com a vaga do suspenso Marcos Assunção, de 1,78m. No gol, Marcos será poupado e Deola, o reserva mais titular do Brasil, joga. "Claro que eu queria sempre jogar, mas tenho que respeitar a hierarquia e não posso passar por cima da história do Marcos", disse o humilde goleiro. Como o zagueiro Maurício Ramos está com dores musculares e nem viajou, Henrique deve continuar na zaga.

Mas a alteração que mais mexe com o time é no ataque. A falta de combatividade de Maikon Leite faz com que ele perca a posição para Dinei, centroavante que, além de poder ajudar Kléber a tentar quebrar o jejum de gols (ele não faz um gol há sete jogos), ainda é mais uma opção pelo alto. Dinei tem 1,86m contra 1,68m de Maikon Leite.

A boa notícia é que Valdivia está de volta ao time, após defender a seleção chilena em amistoso na última quarta-feira contra a França. A tendência é que o jogador comece como titular, mas dificilmente terá condições de atuar durante os 90 minutos. "O Valdivia vai jogando cada vez mais minutos até chegar no patamar que a gente quer", disse Felipão. Com isso, Patrik vai para o banco.

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