Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Palmeiras rebate presidente da FPF: 'Cada vez se enrolam mais'

Clube critica declarações de Reinaldo Carneiro Bastos e afirma que entidade quer 'engavetar' investigação sobre final

O Estado de S. Paulo

10 Maio 2018 | 14h13

O Palmeiras contestou nesta quinta-feira a entrevista concedida ao Estado pelo presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos. Em nota enviada à imprensa, o diretor jurídico do clube, Alexandre Zanotta, afirmou que a cada posicionamento da entidade sobre a polêmica de arbitragem na final do Campeonato Paulista, mais o caso se torna duvidoso.

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"Fica claro que a federação tem mais a explicar do que imaginávamos. Cada vez que se manifestam, se enrolam mais. Nós queremos saber por que eles declararam logo após a partida que não houve interferência externa, mas mesmo assim iniciaram uma investigação interna sigilosa para tentar apurar", disse o dirigente. "Enfim, estão tentando mais uma vez simplificar e conduzir de forma ilegal, apenas para engavetar o caso o quanto antes", completou.

O presidente da FPF disse ao Estado que realizou uma investição interna sobre a possível interferência externa para anular o pênalti cometido por Ralf em Dudu no segundo tempo da final do Campeonato Paulista, em 8 de abril. Os históricos de chamadas e de mensagens dos dirigentes envolvidos não apresentaram contatos relativos à decisão do árbitro Marcelo Aparecido de Souza em cancelar a marcação.

"Por que nenhuma das provas e celulares foram analisados e disponibilizados em inquérito? Por que, mesmo sem essa análise, o inquérito foi arquivado? Por que após o arquivamento do inquérito ainda assim a federação seguiu investigação interna sigilosa? E, por fim, como podem afirmar que a análise unilateral de um único celular indica que não houve interferência externa? Por que a federação não entrou no debate de todas as demais evidências?", questionou Zanotta.

O Palmeiras tenta anular a final, sob a alegação de interferência externa. O clube acionou primeiramente o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) de São Paulo e após a negativa, procurou o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio.

Nota distribuída pelo Palmeiras:

Alexandre Zanotta, Diretor Jurídico da Sociedade Esportiva Palmeiras:

"Fica claro que a federação tem mais a explicar do que imaginávamos. Cada vez que se manifestam, se enrolam mais. Nós queremos saber por que eles declararam logo após a partida que não houve interferência externa, mas mesmo assim iniciaram uma investigação interna sigilosa para tentar apurar. Por que nenhuma das provas e celulares foram analisados e disponibilizados em inquérito? Por que, mesmo sem essa análise, o inquérito foi arquivado? Por que após o arquivamento do inquérito ainda assim a federação seguiu investigação interna sigilosa? E, por fim, como podem afirmar que a análise unilateral de um único celular indica que não houve interferência externa? Por que a federação não entrou no debate de todas as demais evidências? Não foram abordados os três  minutos de demora para o quarto árbitro levar a informação para o árbitro, o porquê de o quarto árbitro somente levar a informação ao juiz depois de um contato com o quinto, o contato do delegado com o quarto árbitro, o contato do Dionísio com o assistente. Enfim, estão tentando mais uma vez simplificar e conduzir de forma ilegal, apenas para engavetar o caso o quanto antes." 

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